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Servidor amputa o próprio pé para tentar receber R$ 1,5 milhão em seguros e é condenado

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Homem contratou quatro apólices em menos de dois meses antes da amputação; Justiça concluiu que houve fraude.

Um servidor público condenado por fraudar seguradoras após amputar o próprio pé para tentar receber indenizações começou a cumprir pena em regime aberto. A decisão mais recente foi tomada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que manteve a condenação e rejeitou novo recurso da defesa.

 

Segundo o processo, o homem tinha 26 anos na época dos fatos e contratou, entre junho e julho de 2019, quatro seguros com diferentes empresas. Somadas, as apólices previam o pagamento de aproximadamente R$ 1,5 milhão em caso de invalidez decorrente de acidente.

 

Pouco mais de seis semanas depois da contratação dos seguros, o servidor sofreu a amputação do pé direito e acionou as seguradoras para receber as indenizações.

 

Na ocasião, ele alegou que havia sido sequestrado por criminosos, assaltado e mutilado durante a ação. No entanto, a versão passou a ser questionada durante a investigação.

 

Laudos periciais, documentos das seguradoras, relatórios médicos e depoimentos apontaram inconsistências no relato apresentado pelo servidor.

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Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que havia provas suficientes de que a amputação foi planejada com o objetivo de obter o pagamento dos seguros.

 

Entre os pontos considerados pelos magistrados estavam o curto intervalo entre a contratação das apólices e a amputação, além da rapidez com que os pedidos de indenização foram apresentados.

 

Outro fator citado foi o fato de a mochila do servidor ter sido encontrada próxima ao local, com objetos pessoais preservados, situação considerada incompatível com um roubo violento.

 

Na decisão mais recente, o desembargador José Alfredo Cerqueira da Silva entendeu que ainda existiam recursos pendentes na esfera estadual, impedindo o envio do processo ao Superior Tribunal de Justiça.

 

Com isso, a condenação foi mantida e o servidor passou a cumprir pena em regime aberto, substituída por medidas restritivas de direitos.

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