mistério

Irmã de tatuador executado em Sorriso faz desabafo emocionante: “Meu coração sangra”

Publicado em

Leandro “Liu” Perboni foi morto com mais de dez tiros em Sorriso. Polícia investiga se execução tem ligação com uma organização criminosa.

SORRISO (MT) – A aplicadora de piercings Brenda Perboni usou as redes sociais para prestar uma emocionante homenagem ao irmão, o tatuador Leandro Perboni, conhecido como Liu Perboni, assassinado a tiros na tarde de sábado (27), em Sorriso.

 

Em uma publicação que comoveu amigos e familiares, Brenda falou sobre a dor da perda e destacou o legado deixado pelo irmão.

 

“Hoje meu coração sangra. A saudade parece impossível de suportar. Há perguntas que talvez nunca encontrem resposta nesta terra”, escreveu.

 

Ela descreveu Leandro como um homem de coração generoso, lembrando do carinho que ele dedicava aos filhos, à mãe e às pessoas que ajudava.

 

“Hoje o céu recebeu alguém que deixou marcas profundas na terra. O Liu foi gigante no que realmente importa: no amor. Tinha um coração que sempre encontrava espaço para ajudar quem precisava, fazia a alegria de tantas crianças todos os anos, amava os filhos com toda a força da sua alma e cuidava da nossa mãe com um carinho que jamais será esquecido.”

 

Na despedida, Brenda afirmou que manterá viva a memória do irmão.

“Você continuará vivendo em cada lembrança, em cada história contada, no coração dos seus filhos, da nossa mãe e de todos que tiveram o privilégio de conhecer o tamanho do seu coração. Eu te amo para sempre, meu irmão.”

Leandro Perboni, de 44 anos, foi morto com mais de dez disparos de arma de fogo durante a invasão de um imóvel no bairro Boa Esperança, em Sorriso.

Leia Também:  Prefeitura divulga licitações até março

 

Segundo as investigações, três homens armados invadiram o local, renderam as vítimas e realizaram uma chamada de vídeo antes da execução. A Polícia Civil apura a informação de que Leandro teria sido submetido a uma espécie de “tribunal do crime”, prática atribuída por investigadores à atuação de organizações criminosas. Essa hipótese ainda está sendo apurada.

 

Relatos colhidos pela investigação indicam que, inicialmente, uma ordem teria determinado que as vítimas não fossem mortas. No entanto, com a chegada de um terceiro suspeito, a decisão teria sido alterada e os disparos efetuados. A informação ainda não foi oficialmente confirmada pela Polícia Civil.

 

Leandro foi atingido por tiros no abdômen, lombar, braços e pernas, morrendo ainda no local.

 

Durante a ação criminosa, Braulio Alves Vieira, de 34 anos, que fazia a instalação de um lustre no imóvel, também foi baleado na região abdominal. Mesmo ferido, conseguiu fugir e pedir ajuda. Ele foi levado inicialmente a uma unidade de saúde e, posteriormente, transferido para o Hospital Regional de Sorriso, onde permanece internado.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado inicialmente para atender uma ocorrência de ferimento por arma branca, mas, durante o deslocamento, recebeu a informação de que se tratava de vítimas baleadas. Ao chegar ao endereço, os socorristas encontraram o tatuador já sem sinais vitais.

Leia Também:  Adol3sc3nt3 de 13 @nos é encontrada com namorado de 18 anos, preso por estupro; VEJA

 

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos periciais e deram início às investigações.

Mensagem interceptada é analisada

Antes do homicídio, o setor de inteligência teve acesso a uma mensagem, datada de 24 de junho, atribuída a integrantes de uma organização criminosa, na qual Leandro era citado.

 

No conteúdo, ainda sob investigação, o tatuador era suspeito de ser “cabrito”, expressão utilizada no meio criminoso para designar alguém considerado traidor ou suspeito de agir contra os interesses do grupo. A mensagem também mencionava suspeitas de que ele teria repassado drogas para uma mulher.

 

Segundo o próprio texto interceptado, integrantes da organização chegaram a verificar o celular de Leandro anteriormente, mas não encontraram elementos que confirmassem as suspeitas, localizando apenas conversas relacionadas ao trabalho e à família.

 

A mensagem ainda afirmava que ele permaneceria sendo monitorado por integrantes do chamado “quadro disciplinar” da organização.

 

A Polícia Civil investiga se esse material possui relação direta com o homicídio, mas ressalta que nenhuma hipótese foi confirmada até o momento.

 

Os autores do crime continuam sendo procurados.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA