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“Avisei que ia atropelar” disse estudante de medicina que matou homem

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Suspeita afirma que avisou diversas vezes que invadiria a residência caso continuassem chamando-a de “louca”. Polícia investiga o caso como homicídio.

A investigação sobre a morte do idoso Odair Bustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO), ganhou um novo desdobramento após a divulgação de áudios enviados pela estudante de medicina suspeita do crime. Nas mensagens, ela afirma que havia alertado repetidas vezes sobre o que pretendia fazer.

 

“Avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, eu ia atropelar”, diz a mulher em um dos trechos divulgados. Em outra gravação, ela ainda dispara ofensas contra integrantes de um grupo de WhatsApp.

 

O crime aconteceu quando a suspeita utilizou um Jeep Renegade para invadir a residência da vítima. Segundo as investigações, ela destruiu o portão da casa e atingiu o idoso, que ficou prensado entre o veículo e uma parede.

 

Odair chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois no hospital.

 

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Após o crime, a estudante fugiu e foi localizada na casa de um amigo, onde, conforme a polícia, teria tentado esconder o veículo utilizado na ação. Depois de ser presa, ela teria apresentado comportamento alterado, chegando a se autolesionar durante o transporte e novamente na cela da Central de Flagrantes.

 

Testemunhas relataram à Polícia Civil que, antes do atropelamento, a mulher já demonstrava agressividade. Ela teria batido contra o portão do condomínio, arremessado garrafas em direção à residência da vítima e afirmado que “mataria todos”. Em seguida, retornou ao local com o carro e invadiu o imóvel.

 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia. A defesa da suspeita poderá se manifestar no decorrer do processo.

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