GERAL
Bombeiros embarcam para o Brasil após missão de resgate na Venezuela
Força-tarefa com 71 especialistas realizou 90 intervenções e localizou 23 vítimas entre os escombros durante 14 dias de operação.
A equipe brasileira de busca e resgate encerrou, nesta sexta-feira (10), a missão humanitária realizada nas regiões da Venezuela devastadas por uma sequência de terremotos. Após 14 dias de trabalho intenso, os militares deixaram o país em uma aeronave da Força Aérea Brasileira.
Os abalos sísmicos provocaram mais de 3,8 mil mortes e deixaram um cenário de destruição em várias localidades venezuelanas. A força-tarefa brasileira foi formada por 71 bombeiros especializados em desastres, enviados pelos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
Do total de profissionais mobilizados, 31 pertencem ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Durante a operação, os brasileiros realizaram 90 intervenções e conseguiram localizar e retirar 23 vítimas dos escombros.
Os trabalhos de busca e salvamento urbano ficaram concentrados principalmente nas localidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira. Além das buscas por sobreviventes e corpos, os bombeiros também participaram de ações de assistência humanitária às famílias afetadas.
A desmobilização começou na noite de quinta-feira (9), quando as chances de encontrar pessoas com vida diminuíram significativamente. O grupo embarcou nesta sexta-feira no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, a bordo de uma aeronave KC-30 da FAB.

A previsão é de que os militares desembarquem inicialmente em Brasília e, depois, sigam para São Paulo. Os bombeiros mineiros deverão fazer uma nova conexão em uma aeronave da Força Aérea com destino ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
Operação em meio aos escombros
Para enfrentar estruturas destruídas e áreas com risco de novos desabamentos, os militares utilizaram ferramentas de corte, equipamentos de iluminação, materiais de escoramento, sistemas de elevação de cargas, detectores de vida e aparelhos de busca técnica.
Antes de entrarem nos locais atingidos, as equipes realizavam uma avaliação detalhada das construções para reduzir os riscos aos bombeiros. Entre as técnicas utilizadas estavam chamados e escutas, detectores sísmicos e varreduras com cães treinados para localizar vítimas vivas ou mortas.
Os procedimentos eram repetidos a cada troca de turno. A estratégia permitia comparar e triangular os sinais encontrados antes do início das escavações.
Dos 31 bombeiros mineiros enviados à Venezuela, 13 embarcaram no dia 26 de junho e outros 18 seguiram no dia 28. A missão também contou com a atuação dos cães de busca Logan e Áquila, que participaram de toda a operação de resposta ao desastre.
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