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Filho que decapitou a própria mãe é indiciado por feminicídio e pode ter pena aumentada

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Perícia concluiu que suspeito sofria de um quadro psicótico e não tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento do crime.

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigou o assassinato de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, encontrada morta dentro da própria casa, no bairro Ermelinda, em Belo Horizonte. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 27 anos, preso em flagrante logo após o crime e que confessou o homicídio.

Ao final das investigações, o homem foi indiciado por feminicídio qualificado por circunstâncias majorantes.

Nesta sexta-feira (10), foram divulgados detalhes do exame de sanidade mental realizado no investigado. Conforme o laudo pericial, ele apresenta um quadro psicótico compatível com doença mental, classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID-10 F29).

Os especialistas concluíram que, no momento do crime, o suspeito não possuía plena capacidade de compreender a natureza de seus atos nem de agir de forma consciente. O documento também descartou dependência de álcool ou de outras substâncias psicoativas.

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Diante da avaliação, os peritos recomendaram que o investigado seja submetido a tratamento em regime de internação, com acompanhamento contínuo até a estabilização do quadro clínico. Após esse período, a assistência deverá continuar sob supervisão de um médico psiquiatra.

O laudo já foi anexado ao processo e agora aguarda análise do magistrado responsável, que decidirá os próximos encaminhamentos do caso.

Relembre o crime

Jussara Maria Rodrigues da Cruz foi encontrada morta dentro da residência onde morava. Segundo as investigações, ela foi assassinada pelo próprio filho com golpes de faca de cozinha.

A Polícia Militar foi acionada por moradores que ouviram uma discussão entre mãe e filho antes do homicídio. O suspeito foi preso em flagrante no mesmo dia.

Desde o início das investigações, havia suspeitas de que o homem apresentasse transtornos psiquiátricos, incluindo relatos sobre um possível diagnóstico de esquizofrenia. A condição passou a ser analisada durante a investigação e foi confirmada pelos exames periciais.

Dois dias após o crime, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o investigado detido enquanto o processo segue em tramitação.

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