GERAL
‘Maníaco da seringa’: relembre o caso do homem com injeção misteriosa que assombrou cidade
O caso que ficou conhecido como o do “maníaco da seringa” voltou a chamar atenção e reacendeu a memória de um dos episódios policiais mais assustadores já registrados em Fortaleza. Há mais de uma década, uma sequência de ataques atribuídos a Francisco Nogueira provocou pânico entre moradores, principalmente mulheres que circulavam pelo Centro da capital cearense.
Segundo as investigações, o suspeito abordava as vítimas de forma repentina e as perfurava com uma seringa antes de fugir. O medo tomou conta da população, já que muitas mulheres acreditavam ter sido contaminadas por doenças como HIV ou hepatites e correram para hospitais em busca de atendimento médico.
Primeiros ataques causaram pânico
Os primeiros registros ocorreram em abril de 2013, quando diversas mulheres procuraram a polícia após relatarem terem sido atingidas por um homem nas proximidades das praças do Ferreira e José de Alencar.
Na época, testemunhas descreveram o suspeito como um homem moreno, baixo e acima do peso. A Polícia Civil iniciou as investigações enquanto o Hospital São José realizou os protocolos médicos indicados para situações envolvendo perfuração por objetos perfurocortantes.
A repercussão foi imediata e transformou o caso em um dos assuntos mais comentados da cidade.
Nova prisão dois anos depois
Em março de 2015, Francisco Nogueira voltou a ser preso em flagrante após novas denúncias de ataques no Centro de Fortaleza.
De acordo com a Polícia Militar, ele escolhia principalmente mulheres que caminhavam sozinhas e as atingia nos braços ou na região do abdômen utilizando uma seringa.
Na ocasião, pelo menos três vítimas denunciaram o suspeito no mesmo dia. Uma delas sofreu uma perfuração no braço. Francisco foi encaminhado ao 34º Distrito Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Perícia descartou material contaminado
Após a prisão, a seringa apreendida foi encaminhada para perícia.
O laudo técnico não identificou qualquer substância contaminante capaz de transmitir doenças. O mesmo resultado já havia sido obtido durante a investigação realizada em 2013.
Na primeira prisão, o caso acabou sendo enquadrado como lesão corporal leve, e o suspeito permaneceu preso por apenas cinco dias antes de ser colocado em liberdade.
Caso marcou a história policial de Fortaleza
Mesmo sem a confirmação de contaminação nas seringas, os ataques provocaram um clima de medo coletivo e mobilizaram forças de segurança e autoridades de saúde.
Especialistas apontaram que a repercussão acabou alimentando antigas lendas urbanas conhecidas em Fortaleza, mas, diferentemente dos boatos, os ataques atribuídos ao chamado “maníaco da seringa” foram alvo de investigações policiais e deixaram vítimas reais.
Mais de dez anos depois, o episódio continua sendo lembrado como um dos casos policiais de maior repercussão envolvendo ataques aleatórios registrados na capital cearense.
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