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VEJA VÍDEO: técnica recebe recém-nascida para “exame”, esconde bebê em bolsa e quase sai pela porta da maternidade

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Câmeras registraram a profissional pegando a criança sob a desculpa de realizar o teste do pezinho; a tia desconfiou da demora e impediu que o passeio com o bebê terminasse fora do hospital.

Novas imagens das câmeras de segurança da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, mostram os momentos que antecederam a tentativa de sequestro de uma recém-nascida, registrada no dia 6 de julho.

Nas gravações, a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha aparece recebendo a bebê das mãos de uma familiar. A explicação parecia perfeitamente normal: a criança seria levada para realizar o teste do pezinho.

Afinal, dentro de uma maternidade, quando uma profissional de enfermagem pede o bebê para fazer um exame, a família costuma imaginar que se trata de um procedimento médico — e não do início de um plano para colocar a criança dentro de uma bolsa.

Segundo Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, a mulher se apresentou normalmente e recebeu a criança sem despertar qualquer suspeita. A tranquilidade, porém, terminou logo depois.

Conforme o relato da família, Auricélia entrou em um banheiro da maternidade, retirou o uniforme, colocou roupas comuns, soltou os cabelos e escondeu a bebê dentro da bolsa que carregava.

O suposto teste do pezinho, portanto, ganhou uma etapa bastante diferente dos procedimentos conhecidos pela medicina: troca de roupa, disfarce e bebê escondida na bagagem.

Desconfiada da demora, Daniela começou a procurar pela sobrinha. A técnica foi encontrada já próxima da saída da unidade hospitalar, em uma situação que dificilmente poderia ser explicada como simples confusão de corredor.

A tia conseguiu impedir que a mulher deixasse o local com a criança, frustrando a suposta tentativa de sequestro.

A bebê foi recuperada sem ferimentos, mas o episódio deixou uma pergunta bastante incômoda para a família: como uma pessoa que nem sequer estava trabalhando naquele dia conseguiu circular livremente pela maternidade, pegar uma recém-nascida e chegar perto da saída com a criança escondida em uma bolsa?

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Família suspeita da participação de outra mulher

Em entrevista à CNN Brasil, Daniela afirmou acreditar que a investigada não teria agido sozinha.

Segundo ela, durante a abordagem, uma segunda mulher teria aparecido e tentado justificar a presença de Auricélia, dizendo que ela seria uma gestante que estava na maternidade para realizar uma consulta.

A explicação, evidentemente, não esclarecia por que a suposta “gestante” estava circulando com uma recém-nascida escondida dentro da bolsa.

A família afirma ter tido acesso a imagens internas que indicariam a possível participação de outra pessoa. Os familiares ingressaram na Justiça para conseguir acesso integral às gravações do circuito de monitoramento.

Embora o delegado responsável pelo caso tenha descartado inicialmente a presença de cúmplices, a família acredita que as imagens completas poderão mostrar se houve ajuda para a entrada, circulação ou saída da investigada.

Polícia não teria sido chamada imediatamente

A tia da criança também criticou a atuação da maternidade. Segundo Daniela, a Polícia Militar não foi acionada imediatamente após o flagrante.

A demora, conforme a família, teria permitido que a suspeita deixasse a unidade antes da chegada dos policiais.

“Ela recebeu ajuda para sair dali. Se não estava trabalhando naquele dia, por que conseguiu circular pela maternidade e deixar o local com tanta facilidade?”, questionou Daniela.

Inicialmente, a direção da unidade informou que Auricélia não estava em serviço no momento da ocorrência. Posteriormente, confirmou que ela fazia parte do quadro de funcionários, mas estava de folga.

Ou seja: não estava trabalhando, mas aparentemente conseguiu circular por áreas da maternidade, pegar uma criança e quase chegar à saída sem que o sistema de segurança percebesse qualquer problema.

Defesa apresenta diagnóstico psiquiátrico

A defesa de Auricélia informou que ela foi submetida a uma avaliação no Hospital Areolino de Abreu, unidade de referência em psiquiatria no Piauí.

Segundo o advogado, a investigada recebeu diagnóstico de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos. A defesa afirma ainda que ela já utilizava medicamentos psiquiátricos antes do episódio e teria comprometimento da capacidade de compreender a realidade e a gravidade dos fatos.

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Com base nos documentos médicos, a defesa anunciou que pedirá à Justiça a revogação da prisão preventiva. Caso o pedido seja negado, poderá recorrer por meio de habeas corpus.

O diagnóstico deverá ser analisado pela Justiça durante o andamento do processo, sem afastar a necessidade de esclarecimento completo sobre como a criança foi retirada dos braços da família e levada em direção à saída.

Técnica foi afastada e caso segue sob sigilo

A Polícia Civil do Piauí investiga o episódio como tentativa de sequestro e subtração de incapaz. O inquérito tramita sob segredo de Justiça.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que registrou boletim de ocorrência, entregou as imagens do circuito interno às autoridades, afastou a técnica de enfermagem de suas funções e abriu um Processo Administrativo Disciplinar.

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí também instaurou um procedimento ético em caráter de urgência.

Dependendo do resultado das investigações, Auricélia poderá sofrer medidas que vão desde a suspensão cautelar até a cassação definitiva do registro profissional.

O conselho informou ainda que adotará medidas para proteger uma segunda profissional de enfermagem que estaria sendo associada indevidamente ao caso nas redes sociais.

Agora, além de investigar a conduta da suspeita, as autoridades terão de descobrir como uma pessoa de folga conseguiu transformar uma maternidade em local de livre circulação, pegar uma recém-nascida sob a desculpa de um exame e quase sair pela porta com a bebê escondida em uma bolsa.

VEJA VÍDEO

As imagens mostram o momento em que a técnica recebe a recém-nascida das mãos de uma familiar, sob a justificativa de levá-la para realizar um exame. A família afirma que, pouco depois, a criança foi escondida dentro de uma bolsa.

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