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VEJA O VÍDEO: homem atira pelas costas contra ex-namorada dentro de salão de beleza

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Uma jovem de 19 anos foi atingida por dois disparos efetuados pelo ex-namorado enquanto aguardava atendimento em um salão de beleza de Goiatuba, no sul de Goiás. O ataque aconteceu na manhã de 28 de maio de 2024 e foi registrado por câmeras de segurança.

A vítima foi identificada como Dyullya Rodrigues Nunes. O autor dos disparos, segundo a investigação, é o empresário Gleniton Lopes Ribeiro, que tinha 35 anos na época.

Nas imagens, o homem entra no estabelecimento e permanece próximo à jovem. Após uma breve conversa, Dyullya é chamada para iniciar o atendimento.

Nesse momento, Gleniton saca um revólver e efetua dois disparos contra as costas da ex-companheira.

A Polícia Civil confirmou que os dois tiros atingiram a região dorsal da vítima. Logo após a ação, o homem deixou o estabelecimento e fugiu utilizando um veículo.

Relacionamento havia terminado dias antes

Segundo a investigação, Dyullya e Gleniton mantiveram um relacionamento por aproximadamente dois anos. A jovem havia decidido terminar a relação cerca de uma semana antes do ataque.

Uma testemunha também relatou à Polícia Militar que Dyullya vinha sendo ameaçada e que, no dia anterior aos disparos, teria sido agredida pelo ex com tapas e empurrões.

Posteriormente, o inquérito policial apontou ainda descumprimento de medidas protetivas.

A principal linha da investigação foi de que o homem não teria aceitado o fim do relacionamento.

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Jovem foi transferida de helicóptero

Após ser atingida, Dyullya foi socorrida e levada inicialmente ao Hospital Municipal de Goiatuba.

Por causa da gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida de helicóptero para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

No dia seguinte ao ataque, o hospital informou que a jovem estava consciente, respirando espontaneamente e apresentava estado geral regular.

Com o avanço do tratamento, porém, a família recebeu a informação de que os disparos haviam provocado comprometimento neurológico.

Dyullya perdeu os movimentos das pernas. Segundo familiares, um projétil ficou alojado próximo à medula e a equipe médica avaliou que a retirada poderia representar riscos.

Suspeito abandonou veículo e foi localizado

Após o ataque, a Polícia Civil iniciou buscas pelo autor.

O automóvel utilizado na fuga foi encontrado abandonado no Setor Bouganville, em Goiatuba.

Depois de diversas diligências, Gleniton foi localizado na residência de um familiar.

Com ele, os investigadores apreenderam o revólver utilizado no ataque, quatro munições intactas e dois estojos deflagrados. O homem foi levado à delegacia e permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva.

Polícia concluiu investigação

A Polícia Civil concluiu o inquérito em 5 de junho de 2024.

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Gleniton foi indiciado por tentativa de feminicídio, com agravante relacionada ao descumprimento de medidas protetivas, além da questão envolvendo a arma de fogo.

O Ministério Público de Goiás também apresentou denúncia e sustentou que o ataque foi praticado por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e em contexto de violência contra a mulher.

A Justiça determinou que o empresário fosse submetido ao Tribunal do Júri.

Acusado foi condenado a mais de 30 anos

Mais de um ano depois do ataque, Gleniton foi julgado pelo Tribunal do Júri de Goiatuba.

Em 23 de outubro de 2025, os jurados condenaram o empresário pela tentativa de feminicídio.

A pena foi fixada em 30 anos e 1 mês de prisão, em regime inicialmente fechado.

A sentença também determinou o pagamento de R$ 500 mil de indenização a Dyullya e de R$ 10 mil por mês para ajudar no custeio do tratamento da jovem.

Dyullya retomou os estudos

Apesar das sequelas, Dyullya continuou o curso de Biomedicina.

Em outubro de 2025, já aos 20 anos, ela contou que seguia estudando, realizando fisioterapia e tentando recuperar a independência depois do ataque.

A jovem passou a estudar na modalidade semipresencial e afirmou manter o sonho de concluir a graduação e, no futuro, ter a própria clínica.

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