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VEJA O VÍDEO: polícia investiga diretora filmada sentada sobre aluno autista durante crise em escola de Campinas

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A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a conduta de uma profissional filmada imobilizando um menino autista de 6 anos dentro do Colégio Estudarte, instituição particular de Campinas, no interior de São Paulo.

O caso aconteceu em 26 de março de 2025, mas chegou ao conhecimento da família depois que uma então funcionária da escola gravou a situação e encaminhou as imagens à mãe da criança.

No vídeo, o aluno aparece deitado no chão enquanto a profissional permanece sentada sobre ele e segura seus braços pelos punhos.

Em determinado momento, ela levanta uma das mãos em direção ao menino. Um estalo pode ser ouvido, mas o enquadramento não permite verificar claramente se houve um tapa.

Família registrou ocorrência

A mãe procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal.

Com a abertura do inquérito, a Polícia Civil passou a ouvir familiares, testemunhas e pessoas que trabalhavam na instituição para esclarecer o que aconteceu antes, durante e depois da gravação.

A advogada Thaís Cremasco, que representa a família, classificou o episódio como uma situação extremamente grave e afirmou que também seriam acionados o Ministério Público, a Vara da Infância e Juventude e os órgãos responsáveis pela fiscalização da escola.

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A família também ingressou com uma ação judicial pedindo providências contra a instituição.

Criança estava havia poucas semanas na escola

Segundo as informações divulgadas, o menino era autista não verbal e estava matriculado na instituição havia menos de duas semanas quando o episódio ocorreu.

A família afirmou que esperava um ambiente preparado para acolher a criança e atender às necessidades relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista.

A gravação teria sido realizada por uma funcionária que discordou da forma como o aluno estava sendo contido.

Escola nega agressão

O Colégio Estudarte negou que a criança tenha sido agredida.

Em nota, a instituição afirmou que o aluno chegou à escola em crise, teria apresentado comportamento agressivo e tentado sair correndo do local.

A defesa declarou que a profissional utilizou uma “contenção mecânica” como último recurso para proteger a própria criança e as pessoas que estavam ao redor.

A escola também afirmou que a mulher possuía 33 anos de experiência na educação e sustentou que a intervenção estaria de acordo com um procedimento padrão.

Essa versão é contestada pela família.

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Especialista considera método inadequado

A pediatra Raquel Del Monde, especializada em psiquiatria da infância e adolescência e no atendimento de pessoas autistas, afirmou que sentar sobre uma criança não é uma forma adequada de conter uma crise.

Segundo a médica, intervenções físicas só devem ser consideradas diante de risco iminente e precisam ser realizadas por profissionais capacitados.

Ela explicou que agarrar, restringir ou imobilizar uma criança de maneira inadequada pode aumentar a sensação de ameaça e prolongar a crise.

A orientação é reduzir estímulos, afastar possíveis riscos, manter o ambiente calmo e oferecer apoio até que a criança consiga recuperar o controle.

Resultado da investigação não foi divulgado

Apesar da ampla repercussão do vídeo, não foi localizada divulgação pública posterior informando se a profissional foi indiciada, se o inquérito foi concluído ou se houve punição administrativa contra a escola.

Também não foi encontrada manifestação pública mais recente do Ministério Público ou da Secretaria de Educação sobre o desfecho do caso.

Por envolver uma criança, sua identidade deve permanecer totalmente preservada.

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