Talaricagem fatal

Traição, boletim de ocorrência e emboscada: polícia revela que morte de PM foi planejada em Várzea Grande

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A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre a investigação da morte do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, assassinado a tiros enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu em um projeto social no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Segundo o delegado Rogério Gomes, o crime foi premeditado e teria sido motivado por um relacionamento extraconjugal envolvendo a esposa do suspeito e o policial.

 

O autor dos disparos, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, já havia registrado um boletim de ocorrência meses antes do crime, informando às autoridades sobre a suspeita de que sua esposa mantinha um relacionamento amoroso com o militar havia cerca de dois anos. Conforme o delegado, o registro demonstra que Jonathan já tinha conhecimento da situação e buscava se resguardar, sendo um dos elementos que reforçam a tese de planejamento do homicídio.

 

As investigações apontam ainda que, dias antes da execução, Jonathan procurou Renato no mesmo local onde o policial costumava dar aulas de jiu-jítsu e já apresentava sinais de descontentamento com o suposto relacionamento. Cerca de três dias antes do crime, o suspeito também entrou em contato com a esposa do policial para relatar a suposta traição, acreditando que o caso seria encerrado após a conversa. No entanto, segundo a Polícia Civil, o relacionamento teria continuado.

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Outro detalhe apurado pelos investigadores é que Jonathan sabia que Renato era policial militar e teria agido de forma premeditada. A esposa da vítima foi ouvida e confirmou que tinha conhecimento do relacionamento extraconjugal. Já a mulher do investigado ainda não havia sido localizada para prestar depoimento.

 

O crime ocorreu na noite de terça-feira (4), dentro do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no bairro Cristo Rei. Conforme a Polícia Civil, Jonathan invadiu o local e efetuou cerca de seis disparos contra Renato, que chegou a ser socorrido ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Após os tiros, o suspeito foi imobilizado pelos próprios alunos que participavam da aula até a chegada da Polícia Militar. Em seguida, ele foi preso em flagrante e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc).

 

A defesa de Jonathan informou que o investigado é réu primário, possui residência fixa, exerce atividade lícita e afirma que colaborará com as investigações. Os advogados também sustentam que existem registros de conflitos e ameaças anteriores entre Jonathan e o policial, fatos que deverão ser analisados durante o processo judicial.

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A Polícia Civil segue com as investigações para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes da motivação e do planejamento do assassinato.

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