CUIABÁ
Após quase um ano, advogada é sepultada e família promete lutar por respostas sobre morte em Cuiabá
Familiares de Viviane Fidelis apontam supostas falhas e alterações na cena; Polícia Civil afirma que investigação não encontrou indícios da participação de terceiros
O corpo da advogada Viviane Fidelis, de 30 anos, foi sepultado em Cuiabá em meio a manifestações de familiares e amigos, que contestam a conclusão da Polícia Civil sobre a morte da jurista. O caso ocorreu em setembro de 2025 e, após meses de investigação, foi concluído pela polícia como suicídio.
Viviane foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no Residencial Acácia, bairro Bosque da Saúde, na Capital. Inicialmente tratado como suicídio, o episódio posteriormente passou a ser apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como morte a esclarecer diante dos questionamentos apresentados pela família.
Polícia descarta participação de terceiros
Durante a investigação, testemunhas foram ouvidas, perícias foram realizadas no apartamento e dados do celular da advogada foram extraídos e analisados.
Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil informou não ter encontrado elementos que comprovassem a participação de outra pessoa na morte. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), responsável por analisar as conclusões e decidir sobre os próximos passos.
Família aponta alteração na cena
A conclusão, entretanto, é contestada pelos familiares de Viviane.
Entre os principais questionamentos está o fato de a cena ter sido alterada antes da chegada da perícia. Conforme informações do laudo citadas pela família, o corpo da advogada e o cinto relacionado à morte já haviam sido retirados de suas posições originais quando os peritos chegaram ao apartamento.
Familiares e amigos alegam ainda a existência de supostas falhas, contradições e omissões na apuração e defendem uma nova análise das circunstâncias da morte.
Família cita conflitos no relacionamento
Outro ponto levantado pelos parentes envolve o relacionamento entre Viviane e o então namorado, Rafael Augusto de Campos Gomes Rondon.
Segundo relatos apresentados pelos familiares, teriam ocorrido episódios de ciúmes e conflitos entre o casal. Em uma das situações relatadas, ele teria empurrado Viviane durante uma discussão.
A Polícia Civil, porém, afirmou que não encontrou elementos que comprovassem qualquer participação dele na morte da advogada.
Com a conclusão do inquérito, caberá agora ao Ministério Público analisar o material produzido pela investigação.
Mesmo após o sepultamento, familiares e amigos afirmam que continuarão buscando esclarecimentos e defendendo uma nova análise do caso.
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