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VEJA O VÍDEO; Facção captura e mata homem acusado de traição em meio à guerra do narcotráfico

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Registro atribuído à facção ligada aos “Chapitos” circula nas redes sociais e especialistas alertam para o uso desse tipo de conteúdo como ferramenta de terror e propaganda criminosa.

Um vídeo de extrema violência que passou a circular nas redes sociais nesta semana voltou a chamar a atenção para a guerra entre facções do narcotráfico no México e para o uso de imagens de execuções como instrumento de intimidação. O registro é atribuído à Chapiza, grupo ligado aos “Chapitos”, filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán.

Segundo informações divulgadas por veículos especializados e analistas da segurança pública mexicana, as imagens mostram um homem capturado por integrantes da organização criminosa sob a acusação de ter abandonado o grupo para atuar em uma célula rival na região de Sinaloa.

Durante a gravação, a vítima é obrigada a responder perguntas sobre sua atuação, citando nomes, locais e supostas atividades da facção rival. Especialistas alertam, no entanto, que esse tipo de “confissão” é obtido sob coação e não possui qualquer valor como prova, servindo apenas para reforçar a estratégia de intimidação empregada pelas organizações criminosas.

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Ao final do vídeo, o homem é morto. As imagens seguintes apresentam violência extrema e, por esse motivo, não serão descritas.

De acordo com o conteúdo divulgado, o grupo rival atuaria na região de Estación Dimas, no sul do estado de Sinaloa, apontada como um dos principais focos da disputa entre os “Chapitos” e a facção conhecida como “Mayos”. Desde o rompimento entre os dois grupos, em 2024, o estado mexicano tem registrado confrontos armados, ataques com drones, emboscadas e sucessivas operações das forças de segurança.

Diante da escalada da violência, autoridades mexicanas reforçaram recentemente o efetivo militar em Sinaloa, empregando milhares de agentes, aeronaves e drones para tentar conter os confrontos entre as organizações criminosas.

Especialistas em segurança também chamam a atenção para outro aspecto do caso: a circulação desses vídeos faz parte da estratégia de propaganda dos cartéis. O objetivo é espalhar medo, intimidar possíveis desertores, ameaçar grupos rivais e demonstrar poder perante a população.

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