POLÍCIA

Sem advogado, júri de ex-vereador acusado de matar agente pode ser adiado em MT

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Marcos Paccola seria julgado nesta quinta-feira (27), mas advogado renunciou e uma nova defesa ainda não foi constituída

O julgamento do ex-vereador e coronel da Polícia Militar Marcos Paccola, acusado de matar o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, pode ser adiado por falta de advogado constituído.

O Tribunal do Júri está marcado para esta quinta-feira (27), às 9h, no Plenário do Tribunal do Júri de Cuiabá. A sessão será conduzida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital.

O advogado que representava Paccola renunciou à defesa no último dia 14. Até segunda-feira (24), o réu ainda não havia apresentado uma nova equipe jurídica.

Como o ex-vereador declarou que não deseja ser atendido pela Defensoria Pública, um novo advogado precisará assumir o processo e ter tempo suficiente para analisar os documentos e preparar a defesa. A situação pode provocar o adiamento da sessão.

Morte ocorreu em 2022

Alexandre Miyagawa foi morto a tiros no dia 1º de julho de 2022, nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

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Segundo a versão apresentada pela defesa, Alexandre estaria alcoolizado, teria agredido uma mulher e apontado uma arma em sua direção. Paccola teria dado voz de prisão e efetuado os disparos diante de uma suposta reação.

Já o Ministério Público sustenta que a vítima não apontou a arma nem representava ameaça direta. A acusação afirma que Alexandre foi atingido pelas costas e não teve possibilidade de defesa.

As versões serão analisadas pelos jurados, responsáveis por decidir se o ex-vereador deverá ser absolvido ou condenado.

Reconstituição foi negada

Antes do julgamento, a defesa solicitou a realização de uma reconstituição do episódio, mas o pedido foi negado.

A magistrada considerou que a dinâmica já está documentada por imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e fotografias produzidas durante a investigação.

A questão também foi analisada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça, que mantiveram o entendimento de que a negativa da reconstituição não representa cerceamento da defesa.

Até o momento, o julgamento permanece marcado para quinta-feira. A Justiça ainda deverá decidir se a falta de um novo advogado provocará o adiamento.

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