LUCAS DO RIO VERDE

Funcionária de concessionária é procurada após movimentar R$ 12 milhões em esquema milionário em MT

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Investigada é apontada como uma das principais articuladoras de fraude que teria movimentado cerca de R$ 50 milhões em apenas um ano

Uma funcionária de uma concessionária de veículos é considerada foragida da Justiça após ser alvo da Operação Pátio Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil em Sorriso. A investigada teria movimentado aproximadamente R$ 12 milhões entre contas pessoais e empresariais no período de pouco mais de um ano.

Segundo as investigações, Vitória Sara Bezerra Lupatini é apontada como uma das principais responsáveis por um esquema envolvendo desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A apuração indica que o grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões em um ano. A mulher atuaria diretamente na captação de clientes, condução das negociações, recebimento de veículos, direcionamento de pagamentos e movimentação dos recursos.

Carros eram recebidos, mas valor não era abatido

O esquema funcionaria principalmente durante negociações para compra de veículos novos.

Clientes entregavam seus carros usados como parte do pagamento, mas, segundo a Polícia Civil, esses veículos eram desviados para outras garagens relacionadas aos investigados.

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Mesmo com a entrega do automóvel usado, o valor correspondente não era abatido da entrada da compra do veículo novo, contrariando o que havia sido acordado com os clientes.

Além disso, valores pagos durante as negociações teriam sido direcionados para contas de pessoas físicas e empresas ligadas aos suspeitos.

A investigação aponta que o grupo utilizava contas próprias, de terceiros e de pessoas jurídicas para movimentar o dinheiro e, em tese, dar aparência de legalidade aos recursos.

Até 20 clientes podem ter sido vítimas

A investigação é conduzida pela Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro.

Além da própria concessionária, considerada uma das principais vítimas, a Polícia Civil já identificou entre 15 e 20 potenciais clientes lesados.

Até o momento, o prejuízo diretamente identificado ultrapassa R$ 2 milhões, mas a estimativa pode aumentar conforme novas vítimas e transações sejam identificadas.

Mais de 20 ordens judiciais

A Operação Pátio Paralelo cumpriu mais de 20 determinações judiciais, entre elas um mandado de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, nove ordens de afastamento de sigilo bancário e cinco bloqueios de ativos financeiros.

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A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, além do bloqueio e sequestro de patrimônio até o limite de R$ 2 milhões.

Celulares, computadores, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros e veículos relacionados às investigações também podem ser apreendidos.

A investigada apontada como uma das principais articuladoras do esquema ainda era considerada foragida até a última atualização do caso.

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