POLÍCIA

Justiça de MT decreta prisão de 4 suspeitos de torturar e decapitar jovem após símbolo de facção

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A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de quatro pessoas denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPMT) por envolvimento na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, de 20 anos, ocorrida em novembro de 2025, em Alto Taquari, no sul do estado.

Foram presos preventivamente Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos. Segundo a denúncia, os quatro fariam parte de uma organização criminosa com atuação na região e são apontados como integrantes do Comando Vermelho.

O caso ganhou novos desdobramentos após a Vara Única de Alto Taquari receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinar a prisão dos acusados.

Jovem teria sido atraído para uma residência

Conforme a investigação apresentada pelo MPMT, Carlos Henrique teria sido atraído até uma residência sob o pretexto de comprar entorpecentes.

No local, segundo a denúncia, ele teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos suspeitos.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a vítima teria sido submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou aproximadamente uma hora e contou com a participação de outros integrantes da organização criminosa por meio de videochamada.

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Entre os participantes estaria um dos denunciados, que, conforme a apuração, teria participado da reunião de maneira clandestina de dentro de uma unidade prisional.

Após a reunião, a execução de Carlos Henrique teria sido autorizada.

 

Crime teria sido motivado por símbolo de facção rival

A denúncia aponta que o jovem teria sido torturado e morto após fazer um símbolo associado a uma facção rival ao Comando Vermelho.

O Ministério Público afirma que o crime foi cometido com extrema violência. Após a execução, o corpo teria sido levado para uma área de mata e enterrado.

Dias depois, a vítima foi localizada em uma cova rasa durante buscas realizadas pelas forças de segurança.

Quatro crimes e outras acusações

Além do homicídio, os denunciados respondem, segundo o MPMT, por uma série de outros crimes.

A denúncia inclui acusações de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado, tortura, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

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O Ministério Público também aponta o envolvimento de adolescentes no contexto dos fatos.

Justiça aponta risco à ordem pública

Ao receber a denúncia, a Justiça acolheu o pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados.

Na decisão, foram considerados presentes elementos que, nesta fase processual, indicariam autoria e materialidade, além de risco à ordem pública e à instrução criminal, diante das circunstâncias descritas na investigação.

Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).

O caso segue em tramitação e os acusados ainda terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.

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