CASO ZAMPIERI

Delegado revela no júri lista com valores para supostas execuções encontrada em escritório de coronel em MT

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O depoimento de um delegado da Polícia Civil trouxe novos detalhes ao Tribunal do Júri que julga os acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Durante a sessão desta terça-feira (29), o delegado Nilson Farias, que participou das primeiras investigações do caso, afirmou aos jurados que uma lista com valores relacionados a possíveis execuções de autoridades foi encontrada em um espaço utilizado pelo coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, em Belo Horizonte (MG).

Segundo o delegado, o material estava em uma sala localizada no segundo andar do imóvel e fazia referência ao chamado “Comando C4 – Caça Comunistas”.

Conforme o relato apresentado durante o julgamento, as anotações traziam valores que, na interpretação da investigação apresentada aos jurados, poderiam representar quantias estipuladas para a morte de diferentes pessoas, incluindo autoridades.

Valores chegavam a R$ 250 mil

A existência de uma tabela com valores já havia sido divulgada durante as investigações. Documentos apreendidos apontaram cifras que variavam de acordo com o perfil do possível alvo, chegando a R$ 250 mil no caso de ministros e integrantes do Judiciário. Também foram mencionados valores de R$ 150 mil para senadores e R$ 100 mil para deputados em documentos relacionados ao grupo.

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Durante o depoimento, Nilson também afirmou que os investigadores encontraram referências à aquisição de armas de fogo e fuzis, além de anotações que, segundo a apuração, indicariam uma estrutura voltada para ações violentas.

O delegado apresentou aos jurados a interpretação da investigação sobre o conteúdo encontrado e sua possível relação com o grupo chamado C4. A existência de anotações, por si só, não demonstra que todas as execuções mencionadas tenham sido realizadas.

Três acusados estão no banco dos réus

O coronel reformado Etevaldo Caçadini é um dos três acusados julgados pela morte de Roberto Zampieri. Também respondem ao processo Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público como autor dos disparos, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participação na logística do crime e de fornecer a arma utilizada na execução.

Zampieri foi morto em 5 de dezembro de 2023, quando estava em frente ao próprio escritório, em Cuiabá.

O julgamento havia começado anteriormente, mas foi interrompido após um dos jurados passar mal, levando à dissolução do Conselho de Sentença e à realização de uma nova sessão.

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O Tribunal do Júri segue ouvindo testemunhas e analisando as provas apresentadas pela acusação e pelas defesas.

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