DESAPARECIDO

“São sete dias sem comer direito sem dormir”: irmão gêmeo faz desabafo emocionante após desaparecimento de servidor em MT

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Uma semana sem notícias. É assim que a família do servidor público Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, tem vivido desde o último sábado (26), quando ele desapareceu após sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, Mato Grosso.

Neste sábado (3), o irmão gêmeo de Breno, Bruno Humberto, fez um desabafo emocionado sobre os dias de angústia e a falta de informações sobre o paradeiro do irmão, com quem dividiu praticamente toda a vida.

“São sete dias sem comer direito, sem dormir direito, sem viver com ele.”

Breno trabalha no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Jayr Luíza. Segundo Bruno, o irmão sempre foi dedicado aos estudos e tinha planos para o futuro.

“Quanto mais os dias passam, a saudade vai aumentando e não está sendo fácil pra mim, que sou irmão dele, que vivi a vida inteira com ele, que passei por tudo junto com ele.”

O irmão também falou sobre o sofrimento da mãe, que, segundo ele, tenta se manter forte enquanto acompanha as buscas.

“Uma mãe que tenta ser forte por mim, mas que sofre duas vezes mais. […] Hoje faz uma semana que a gente não vive mais direito.”

Apesar da angústia, Bruno afirmou que a família mantém a esperança de encontrar Breno e agradeceu o trabalho da Polícia Civil, que investiga o desaparecimento.

“A polícia segue ajudando a gente desde o início. […] Eu tenho fé que esteja perto de acabar tudo isso logo.”

Desaparecimento

De acordo com a Polícia Civil, a mãe de Breno procurou a delegacia depois de estranhar mensagens enviadas pelo celular do filho e não conseguir falar com ele por telefone.

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Conforme o registro, Breno havia saído de casa dizendo que retornaria em pouco tempo. Como demorou a voltar, a mãe tentou contato e recebeu uma mensagem afirmando que ele estaria em um motel acompanhado de outra pessoa.

A familiar relatou aos policiais que a maneira como as mensagens eram escritas era diferente do comportamento habitual do filho, que normalmente atendia às ligações.

Segundo Bruno, Breno havia saído inicialmente para tomar sorvete e retornado para casa. Depois, teria saído novamente para encontrar uma pessoa e pegado um capacete emprestado da irmã.

Câmeras de segurança registraram o jovem subindo em uma motocicleta e deixando o bairro. Conforme a família, ele usava calça jeans azul e camisa ou casaco preto. A motocicleta seria antiga e estaria sem placa.

Os familiares também passaram a desconfiar que outra pessoa poderia estar utilizando o celular de Breno após receberem respostas consideradas estranhas.

Bruno relatou ainda que, ao pedir uma fotografia para confirmar que o irmão estava bem, a família recebeu uma imagem que, na avaliação dos familiares, poderia ter sido produzida ou modificada por inteligência artificial. A suspeita, porém, é da própria família e integra as informações repassadas durante o caso.

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Quando desapareceu, Breno vestia short preto, camisa regata marrom e chinelos de dedo. Ele foi visto pela última vez nas proximidades da Avenida Apolonio E. da Silva, no bairro Capela do Piçarrão.

Família pede ajuda

As buscas continuam e a família pede que qualquer informação que possa ajudar a localizar Breno seja comunicada às autoridades.

Informações podem ser repassadas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou ao Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP, pelo (65) 98173-0565.

“Qualquer tipo de informação que vocês tiverem, por favor, não hesitem em nos ajudar”, pediu Bruno.

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