14 ESTOJOS DE MUNIÇÃO

Sorriso: Empresário que levou dois tiros nas costas pode ficar paraplégico; pai cobra justiça

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Kleder Luiz Piaia, conhecido como Kledinho, corre o risco de ficar paraplégico após ser atingido por dois disparos nas costas durante uma confusão na Avenida Blumenau, em Sorriso (MT). A informação foi relatada pelo pai da vítima à Polícia Civil, ao comunicar a gravidade dos ferimentos e cobrar providências sobre o caso.

Segundo informações divulgadas pelo portal de noticias local, Kledinho permanece internado e uma avaliação médica preliminar teria apontado a possibilidade de paraplegia. Os disparos atingiram a região lombar e provocaram lesões graves na coluna vertebral. Até o momento, porém, não foi apresentado laudo médico que confirme a sequela definitiva.

O caso ganhou repercussão após a localização de 14 estojos de munição na cena da ocorrência. O homem apontado como autor dos disparos se apresentou à Polícia Civil no dia 6 de outubro, acompanhado de advogado, e entregou uma pistola calibre 9 milímetros.

Esposa diz que vítima foi baleada ao deixar o local

Em entrevista ao portal de noticias local, a esposa de Kledinho afirmou que também sofreu agressões e relatou que o marido foi baleado quando saía do local de motocicleta. Ela negou que ele tivesse ameaçado os envolvidos na confusão.

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Conforme a versão apresentada pelo pai à polícia, Kledinho teria tentado defender a esposa durante as agressões. Na sequência, o suspeito teria buscado uma pistola em um veículo e efetuado os disparos. Um dos tiros também teria atingido a motocicleta da vítima.

A defesa do investigado, por outro lado, sustenta que houve confronto físico e ameaças antes dos disparos. As versões são divergentes e ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação.

Polícia apura o caso

Em entrevista divulgada no dia 6 de outubro, o delegado Paulo Brambilla explicou que não havia situação de flagrante quando o investigado se apresentou à Polícia Civil. Na ocasião, segundo ele, não foram identificados elementos suficientes para solicitar a prisão preventiva.

A decisão não significa o encerramento das investigações nem afasta a possibilidade de responsabilização, conforme as provas reunidas ao longo da apuração.

Enquanto a Polícia Civil busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência, a família de Kledinho acompanha a recuperação do jovem e cobra justiça. A possibilidade de paraplegia ainda depende de confirmação médica.

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