FEMINICÍDIO EM SP

Tenente-coronel é acusado de matar esposa com tiro na cabeça e tentar alterar cena do crime em São Paulo

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O tenente-coronel Geraldo Leite Neto é acusado de assassinar a esposa, Gisele Santana, com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro de 2026. Na ocasião, o oficial afirmou que a companheira havia tirado a própria vida enquanto ele estava no banho. No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil identificou elementos que colocaram em dúvida a versão apresentada pelo militar.

Entre as evidências apontadas pelos investigadores estão manchas de sangue que não seriam compatíveis com o relato do tenente-coronel, além de indícios de uma possível tentativa de ocultar provas.

Os laudos periciais também identificaram elementos que, segundo a investigação, indicariam que o oficial teria efetuado o disparo contra a esposa e posteriormente modificado a cena para simular um suicídio.

Após denúncia apresentada pelo Ministério Público, a Justiça de São Paulo aceitou a acusação em 18 de julho de 2026, tornando Geraldo Leite Neto réu no processo.

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O militar responde por feminicídio qualificado, em contexto de violência doméstica, com agravantes relacionados a motivo torpe e utilização de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Além disso, ele também é acusado de fraude processual, devido à suspeita de adulteração da cena onde Gisele foi encontrada morta.

O caso segue na Justiça, e as acusações ainda dependem de julgamento definitivo.

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