ALERTA À SAÚDE
Jovem de 21 anos sofre embolia pulmonar após usar anticoncepcional por três anos; entenda o caso
Aos 21 anos, Carolina Lopes enfrentou uma grave emergência médica após desenvolver uma embolia pulmonar associada a uma trombose venosa profunda. A jovem utilizava anticoncepcional hormonal combinado havia três anos para tratar a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e, até então, nunca havia percebido efeitos colaterais.
O alerta surgiu em maio deste ano, quando Carolina começou a sentir falta de ar persistente, inclusive durante atividades leves. Ela procurou atendimento médico e descobriu que um coágulo havia se formado nas veias profundas e chegado aos pulmões, provocando a embolia pulmonar.
Um dos aspectos que chamou a atenção no caso foi a ausência de sinais típicos de trombose nas pernas. Carolina não apresentou inchaço, vermelhidão ou dor nos membros inferiores. A dificuldade para respirar foi o principal sintoma que a levou ao hospital.
Jovem descobriu condição que aumentava o risco de trombose
Após receber atendimento e passar por uma investigação médica, Carolina descobriu que tinha a síndrome de May-Thurner. A condição ocorre quando uma artéria na região da pelve comprime uma veia, geralmente a que transporta o sangue da perna esquerda de volta ao coração, dificultando a circulação.
Essa alteração anatômica pode existir sem provocar sintomas, mas, em determinadas circunstâncias, favorece a formação de coágulos.
No caso da jovem, a síndrome foi identificada junto ao uso de um anticoncepcional combinado, que contém estrogênio. Esse hormônio pode aumentar o risco de trombose, especialmente quando existem outros fatores predisponentes.
Segundo especialistas citados na reportagem original, o risco de desenvolver coágulos varia conforme a formulação do contraceptivo e as características individuais de cada paciente.
Dados estatísticos apontam que, entre mulheres que não utilizam anticoncepcionais hormonais combinados, ocorrem aproximadamente dois casos de trombose para cada 10 mil mulheres por ano. Entre as usuárias, a estimativa fica entre cinco e 12 casos anuais, dependendo do medicamento.
Trombose pode ocorrer sem sintomas nas pernas
A ausência de dor ou inchaço nas pernas não significa que uma trombose esteja descartada. Em algumas situações, o sangue consegue retornar ao coração por outras vias de circulação, reduzindo os sinais mais comuns da doença. Coágulos que não bloqueiam completamente uma veia também podem não provocar sintomas evidentes.
A médica Joyce Annichino, coordenadora do Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp e presidente da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, ressalta que a intensidade dos sintomas nem sempre corresponde à gravidade ou à extensão do coágulo.
Por isso, a embolia pulmonar pode se manifestar principalmente por alterações respiratórias, mesmo quando não há sinais perceptíveis de trombose nos membros inferiores.
Falta de ar exige atenção imediata
A embolia pulmonar acontece quando um coágulo bloqueia uma artéria dos pulmões. É uma condição potencialmente fatal e precisa de atendimento médico urgente.
Entre os sinais de alerta estão:
Falta de ar súbita ou persistente;
Dor no peito, especialmente ao respirar;
Tontura ou desmaio;
Batimentos cardíacos acelerados;
Palidez ou coloração azulada nos lábios.
Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente.
Anticoncepcional exige avaliação individual
Após o diagnóstico, Carolina precisou interromper o uso da pílula combinada e adaptar o tratamento da síndrome dos ovários policísticos. Existem alternativas contraceptivas que podem ser consideradas quando o estrogênio não é indicado, como métodos à base apenas de progestágeno e determinados dispositivos intrauterinos (DIUs). A escolha depende da avaliação médica e das condições de saúde de cada paciente.
Especialistas destacam que os anticoncepcionais hormonais podem oferecer benefícios importantes, mas a prescrição deve considerar o histórico clínico, os fatores de risco e possíveis contraindicações.
Testes genéticos para investigar alterações de coagulação também não são recomendados indiscriminadamente para todas as mulheres: a necessidade deve ser avaliada conforme o histórico pessoal e familiar.
A experiência de Carolina reforça a importância de investigar sintomas persistentes e conversar com um profissional de saúde sobre os riscos e benefícios do método contraceptivo utilizado. A ausência de efeitos colaterais nos primeiros anos não elimina a possibilidade de uma complicação futura.
-
LUCAS DO RIO VERDE6 dias agoJogo termina em pancadaria e sete expulsos em Lucas do Rio Verde; VEJA VÍDEO
-
MUNDO4 dias agoIMAGENS FORTÍSSIMAS: Criança é atacada por onça em área de roça e aldeia corre contra o tempo por socorro
-
LUCAS DO RIO VERDE3 dias agoAcidente grave com trike voador deixa homem com múltiplos traumatismos em Lucas do Rio Verde
-
LUCAS DO RIO VERDE6 dias agoMorador de Lucas tenta se cadastrar na 99 e descobre conta com seus dados e mais de mil corridas
-
LUCAS DO RIO VERDE2 dias agoDEDM cumpre mandado em SP contra investigado por divulgar nudes de moradora de Lucas; veja vídeo
-
LUCAS DO RIO VERDE1 dia agoTécnico de energia solar é preso suspeito de agarrar adolescente durante visita à residência em Lucas do Rio Verde
-
LUCAS DO RIO VERDE6 dias agoCemitério de Lucas do Rio Verde terá mudanças para o Dia de Finados; veja horários e missas
-
LUCAS DO RIO VERDE3 dias agoMulher é puxada pelos cabelos, leva tapa no rosto e sofre tentativa de enforcamento por desconhecido em rodoviária de Lucas do Rio Verde