MISTÉRIO E INVESTIGAÇÃO

Corpo é encontrado em cova rasa em MT e polícia suspeita de execução por faccionados

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A Polícia Civil encontrou, na manhã desta quarta-feira (21), restos mortais enterrados em uma cova rasa em uma região de mata às margens da MT-322, na saída da balsa do Rio Xingu, na zona rural de São José do Xingu, em Mato Grosso. A principal suspeita é de que o corpo seja de um trabalhador de 23 anos que desapareceu em 30 de março, após ser sequestrado por integrantes do Comando Vermelho (CV).

A localização ocorreu durante as investigações conduzidas pela Delegacia de São José do Xingu, que apura o desaparecimento e os possíveis crimes de homicídio e ocultação de cadáver. As buscas tiveram apoio de cães do Corpo de Bombeiros de Barra do Garças.

Trabalhador desapareceu após sair para comprar mantimentos

Conforme a investigação, o jovem havia saído de uma fazenda em direção à cidade para comprar mantimentos que estavam faltando na propriedade rural. Ele veio do Tocantins com outros três colegas para trabalhar na região, mas não retornou após deixar o local.

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Desde que o desaparecimento foi comunicado, a Polícia Civil realiza diligências para esclarecer o caso.

A principal linha investigativa aponta que o trabalhador pode ter sido executado por suspeitas de que integraria uma facção criminosa rival. Essa suposta ligação teria sido usada pelos investigados como justificativa para ordenar o crime.

Motocicleta foi encontrada queimada

Dias após o desaparecimento, a motocicleta da vítima foi localizada incendiada em outra área de mata, a cerca de 10 quilômetros do ponto onde os restos mortais foram encontrados nesta quarta-feira.

Para os investigadores, há suspeita de que a destruição do veículo e a distância entre os locais tenham sido estratégias para dificultar as buscas e atrapalhar o trabalho policial.

Polícia afirma que vítima não integrava facção

Segundo o delegado Onias Stevam, responsável pelo caso em São José do Xingu, as investigações indicam que o trabalhador não fazia parte de nenhuma facção criminosa.

De acordo com o delegado, a vítima teria sido sequestrada e levada para uma residência, onde os suspeitos teriam decidido matá-la sob a alegação de que ela pertenceria a um grupo rival do Comando Vermelho. Essa hipótese, porém, foi descartada pela investigação.

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A identidade dos restos mortais ainda depende de confirmação por exames periciais, incluindo testes de DNA. Após a confirmação, a Polícia Civil pretende avançar nas medidas judiciais para identificar e responsabilizar os envolvidos.

O caso segue sob investigação.

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