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Após derrota de Flávio, Tarcísio e Michelle ganham força na direita de olho em 2030

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Governador de SP foi reeleito no primeiro turno; Michelle chega ao Senado como nome da família Bolsonaro com maior potencial

A derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) no segundo turno reorganiza o tabuleiro da direita para 2030. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) despontam como os principais nomes do campo para a próxima disputa presidencial, que deve ser a primeira sem Lula como candidato.

Flávio fica sem mandato e enfrenta investigações. A derrota também enfraquece o ex-presidente Jair Bolsonaro, que escolheu o filho como candidato, embora a maior parte dos aliados preferisse Tarcísio.

Tarcísio

Tarcísio foi reeleito governador de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, ainda no primeiro turno, com 62,65% dos votos, derrotando novamente Fernando Haddad (PT). Sua coligação reuniu Republicanos, PL, PSD, MDB, União Brasil e PP, arranjo visto como possível base para uma aliança nacional.

Ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, ele aceitou a escolha de Flávio e se engajou na campanha do segundo turno, inclusive em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Tarcísio é visto como um nome mais ao centro dentro do bolsonarismo, o que pode atrair aliados de outros campos.

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Michelle

Com Flávio derrotado, Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e Jair Bolsonaro preso, Michelle passa a ser apontada como o nome da família com maior potencial político. Ela tem apoio de grupos evangélicos, preside o PL Mulher desde 2023 e chega ao Senado pelo Distrito Federal, mas enfrenta resistência dos filhos do ex-presidente.

Em junho, Michelle chegou a publicar um vídeo dizendo ter sido humilhada pelo enteado em uma ligação, em meio a uma disputa sobre alianças do PL no Ceará. Flávio negou e pediu desculpas, e os dois gravaram vídeos juntos na campanha em agosto.

Nikolas fora de 2030

Reeleito deputado federal com 3,1 milhões de votos, a maior votação da história do país, Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos rostos da campanha de Flávio no segundo turno. Ele, porém, não poderá disputar a Presidência em 2030: nascido em maio de 1996, terá 34 anos na data da posse, e a lei exige idade mínima de 35.

Com informações do MidiaNews e do UOL.

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