CRIME CHOCANTE

Mãe acusada de matar cinco filhos e tentar matar o sexto vai a júri em MG

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Uma mulher acusada de matar cinco dos próprios filhos e tentar assassinar o sexto será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (27), pela Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Timóteo, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2023, nos municípios de Jaguaraçu e Timóteo. Todas as vítimas eram menores de idade.

Crianças teriam sido envenenadas

Conforme a acusação, a mulher teria administrado repetidamente venenos, substâncias tóxicas e medicamentos controlados aos filhos. Em alguns episódios, ela também teria utilizado asfixia para provocar a morte das crianças.

O Ministério Público sustenta que a acusada considerava os filhos um “fardo” e teria agido por egoísmo e ódio contra as vítimas. Essas alegações fazem parte da denúncia e deverão ser analisadas durante o julgamento.

A decisão judicial também considerou resultados de exames toxicológicos que apontaram a presença de substâncias no organismo das crianças. Para a magistrada, existem indícios de que os compostos teriam sido administrados quando os menores estavam sob os cuidados exclusivos da mãe.

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Acusada também teria ameaçado testemunhas

Além das acusações relacionadas às mortes e à tentativa de homicídio, a mulher responderá por coação no curso do processo.

De acordo com o Ministério Público, entre abril e setembro de 2025, ela teria ameaçado e pressionado testemunhas com o objetivo de interferir nas investigações.

A defesa contestou a existência de provas suficientes e questionou a decisão de não realizar uma avaliação da saúde mental da acusada. Os advogados também pediram que ela não fosse submetida ao Tribunal do Júri.

Prisão preventiva foi mantida

Ao decidir que a mulher deverá ser julgada pelo júri popular, a juíza considerou que existem indícios suficientes para que os jurados analisem as acusações. Segundo a decisão, a ausência de testemunhas presenciais não impede que o caso seja levado a julgamento quando existem outros elementos de prova.

Pelas cinco mortes, a acusada responderá por homicídio com qualificadoras apontadas na denúncia, incluindo motivo torpe, emprego de veneno ou métodos dissimulados, crueldade e recursos que teriam dificultado a defesa das vítimas.

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A magistrada também manteve a prisão preventiva e negou o pedido para que a mulher pudesse recorrer da decisão em liberdade.

A responsabilidade criminal da acusada ainda deverá ser definida pelo Tribunal do Júri.

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