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Esquema no TCE movimentou quase R$ 50 milhões entre conselheiros; Sérgio Ricardo teria recebido R$ 15,4 milhões

O esquema de pagamentos irregulares investigado no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) movimentou cerca de R$ 49,8 milhões apenas entre os cinco conselheiros alvos da Polícia Federal, segundo decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Operação Tomada de Contas foi deflagrada nesta quinta-feira (29).

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Conselheiros alvos da Operação Tomada de Contas

O esquema de pagamentos irregulares investigado no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) movimentou cerca de R$ 49,8 milhões apenas entre os cinco conselheiros alvos da Polícia Federal, segundo decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Operação Tomada de Contas foi deflagrada nesta quinta-feira (29).

De acordo com a decisão, baseada em informações do Ministério Público Federal (MPF), os pagamentos eram feitos por meio de ordens bancárias avulsas, inclusive fora do calendário da folha salarial e sob a rubrica destinada a fornecedores.

A investigação aponta que contratos teriam sido suspensos sob justificativa de contenção de gastos, mas algumas empresas continuaram recebendo ou até aumentaram o faturamento. A suspeita é de que os repasses fossem mantidos mediante devolução de parte dos valores a pessoas ligadas ao grupo.

 

Segundo o documento, o presidente do TCE, Sérgio Ricardo, teria recebido R$ 15,44 milhões fora da folha regular, enquanto o Portal da Transparência registrava cerca de R$ 288 mil em remuneração no mesmo período. Ele teve a prisão preventiva decretada.

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O corregedor-geral Guilherme Maluf teria recebido R$ 10,6 milhões; o conselheiro José Carlos Novelli, R$ 8,87 milhões; Alisson Alencar, que foi procurador de Contas até dezembro de 2025, R$ 8,18 milhões; e o conselheiro aposentado Valter Albano, R$ 6,6 milhões.

Os valores são objeto de investigação, e os citados ainda poderão apresentar suas defesas. Os fatos podem configurar crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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