CIDADES
COMBATE A COVID: Sem festas, Prefeito avalia deixar feriado de Carnaval como dias úteis

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), disse que pretende transformar o feriado de Carnaval em dias úteis para evitar aglomerações diante da segunda onda de contaminação da covid-19. Durante entrevista a imprensa nessa quarta-feira (20), o chefe do Executivo afirmou deve decidir sobre o assunto nos próximos dias.
“O decreto de cancelamento das festividades de Carnaval está mantido. Só não está decidido ainda se será dia normal ou não o Carnaval. Estou querendo transformar o carnaval em dias úteis, mas estamos decidindo isso ainda. Mas a festa Carnaval está cancelada em Cuiabá, não tem nem como ter”, disse o prefeito durante início da vacinação contra a Covid-19, no Centro de Eventos do Pantanal.
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De acordo com o calendário montado pelo município e divulgado no fim do ano passado, o feriado de carnaval iria acontecer nos dias 15 e 16 de fevereiro, ou seja, em dois dias de semana (segunda e terça-feira). Tradicionalmente, o sábado e domingo anterior – neste ano 13 e 14 de fevereiro – também tem festas alusivas à "folia de momo".
A Secretaria Municipal de Cultura, no entanto, já afirmou que diante do cenário atual, não existe nenhuma discussão para realização de festividades em 2021. Segundo a pasta, todos os esforços estão focados para a “execução de medidas de biossegurança e redução de casos de covid-19”.
Na última quinta-feira (14), promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, do Núcleo de Defesa da Cidadania de Cuiabá e coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Educação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), também se manifestou sobre o assunto e afirmou que a festa deve levar o sistema de saúde ao colapso.
PUNIÇÃO A BARES E BOATES
Ainda no contexto de aglomerações, o emedebista também afirmou que vai encaminhar ao presidente da Câmara Municipal, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB), um projeto de lei para punir severamente os donos de estabelecimentos que estão promovendo aglomerações, como vêm acontecendo em bares e boates da capital. “Para estas situações de aglomerações que estamos assistindo constantemente e que é o grande foco de propagação do vírus, nós estaremos fazendo uma lei específica para o período da Covid-19 que vai da advertência, suspensão, ou cancelamento do alvará de funcionamento, além de uma multa bem pesada”, complementou.
Por fim, o prefeito cuiabano voltou a reforçar que o combate a pandemia também depende do bom senso da população e reforçou que não vai editar decretos para “marmanjo”. “Não vou ficar baixando decreto para determinar comportamento de marmanjo, de pai de família ou de jovens que sabem muito bem a gravidade do que estamos vivendo nessa pandemia. Não vou trancar o pessoal em casa, até mesmo porque todos já sabem a seriedade da covid-19. Agora é hora de dividir as responsabilidades, não adianta jogar só nas minhas costas porque eu tenho e assumo. A sociedade também tem que ser responsável por seus atos”, concluiu.
Fonte: FOLHA MAX
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