CIDADES
Carretas levam até 12h para vencer atoleiro na BR-158

Legenda: FOTO- GAZETA DIGITAL
Trecho de 130 quilômetros da BR-158, na região do Vale do Araguaia, acumula fila de caminhões. O trajeto que corta a terra indígena Marãiwatsédé dos xavantes não tem asfalto e os caminhoneiros levam até 12h para percorrê -lo, devido ao atoleiro ocasionado pelo excesso de chuvas e falta de manutenção. Segundo transportadoras, a rota crítica passa por municípios como Querência, Confresa e Porto Alegre do Norte.
Walter Joner Ferreira de Souza, presidente da Associação Nacional dos Caminhoneiros de Mato Grosso (Astro), diz que a situação da BR-158 se repete todos os anos. “Quando chove é um atoleiro e ninguém resolve. Esse trecho que falta asfaltar é um pedaço pequeno, na terra dos indígenas, mas não arrumam o desvio porque não querem. Há tempos que fala em abrir uma nova estrada como saída”.

“Na baixada do Araguaia querem levar a ferrovia de Goiás até Lucas do Rio Verde e abrir uma estrada de Goiás até Água Boa, a 120 km de Confresa. Então é muita coincidência ter caminhão jogado na rua e falta de apoio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Estão colocando máquina já, mas não estão levando apoio, ajuda aos caminhoneiros, alimentação, nada. É muito complicado. Ninguém tem plano B. O único plano B é o caminhoneiro puxar o caminhão com o braço e cair no meio do barro”, reclama o líder da categoria.
O funcionário de uma transportadora localizada em Rondonópolis (a 212 km), que não quis se identificar, relata que o trecho fica intransitável quando não há sol. Segundo ele, a única solução é realmente fazer um desvio por fora da terra indígena. O funcionário de outra transportadora, também de Rondonópolis (que também pediu para não ser mencionado) relata que os motoristas da companhia estão levando até 7 horas para percorrer o trecho. “Há uma parte em uma serra que, quando chove, alguns caminhões sem a tração adequada ficam presos no atoleiro e travam todo o trânsito”.
Segundo ele, a estrada é fundamental para escoamento de grãos, como soja e milho, que saem da região com destino ao Porto de Barcarena (PA). No ano passado, este terminal escoou 5,6 milhões de toneladas (t) de soja, ficando atrás apenas do Porto de Santos (SP), que liderou com 8,9 milhões (t).
Fonte: GAZETA DIGITAL
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