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Funerárias denunciam: hospitais não separam corpos de mortos da Covid

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Legenda: FOTO- REPRODUÇÃO

Em plena escalada da pandemia do novo coronavírus em Brasília, hospitais públicos estariam misturando corpos de pacientes mortos pela Covid-19 com pessoas vítimas de outras doenças e acidentes. A denúncia é da Associação das Funerárias do Distrito Federal (Asfun-DF). A Secretaria de Saúde do DF nega a falta de cuidado sanitário.

 

Existem três grupos de cadáveres para recolhimento nos hospitais. O primeiro é o das vítimas do novo coronavírus. O segundo é designado de Covid Tratado, composto por pessoas que foram curadas da infecção pandêmica, mas faleceram devido a sequelas ou complicações da doença. O terceiro abrange as demais causas de morte.

 

Segundo a presidente da Asfun-DF, Tânia Batista da Silva, 49 anos, teoricamente, os três grupos deveriam ser separados nos necrotérios e nos frigoríficos das unidades de saúde, mas este procedimento estaria sendo negligenciado. “Isso vem ocorrendo desde o começo da pandemia. Mas, com o aumento dos número de casos, piorou muito”, alertou.

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Vetor de Transmissão

 

O corpo das vítimas de Covid-19 é um vetor de transmissão do vírus. Após o óbito, a pessoa começa naturalmente a soltar gases. De acordo com os agentes funerários, no caso do coronavírus, esta liberação é ainda mais intensa, o que aumenta o risco de contaminação de pessoas vivas e de outros corpos próximos.

 

Segundo a Asfun-DF, a mistura de cadáveres ocorre de maneira generalizada na rede pública, mas é ainda mais grave no Hospital Regional de Ceilândia, no Hospital Regional do Gama, no Hospital Regional do Guará e no Hospital de Campanha do Polícia Militar.

 

“Está cada vez pior. Os corpos estão misturados, mal identificados”, explicou. Os agentes funerários usam equipamentos de proteção individual (EPIs) para o serviço, mas, mesmo assim, ficam expostos. “E os corpos não Covid são contaminados, fazendo com que as famílias depois não possam fazer o velório dos parentes”, pontuou.

Fonte: REPORTER MT

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