SAÚDE

Mulher morre com Covid 25 dias após nascimento do filho

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As mais de 39 mil mortes em Minas Gerais pela Covid-19 têm nomes, planos e rostos. Um deles é o da Flávia Carneiro de Araújo, amor da vida de Adriano Rodrigues de Oliveira e mãe do pequeno Ravi, de 26 dias de vida, que só teve contato com a mãe durante cinco dias.

Ela morreu nesta segunda-feira (24), depois de ficar internada e intubada em um hospital na Região Leste de Belo Horizonte.

Adriano disse que eles estavam felizes com a chegada do filho, mas ansiosos e preocupados com a saúde dela, já que a oxigenação de Flávia oscilava muito em casa. Na terça-feira, 4 de maio, eles foram ao hospital e ela acabou sendo internada.

“Foram dias de choro, tristeza e angústia. Quando ela foi intubada, no dia 10 de maio, eu não pude ficar com ela, e isso só aumentou aflição da gente, só tínhamos notícias 1 vez ao dia, mas ela estava estável”, contou.

A situação da mãe de Ravi piorou no último domingo (23), quando a família foi chamada para visitá-la. Enquanto o marido e familiares se preparavam para entrar no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), Flávia teve uma parada cardíaca.

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Os médicos conseguiram reanimá-la e a família conseguiu vê-la. “Falamos para ela ser forte, que tinha o Ravi para ela viver uma vida inteira junto”, disse Adriano, emocionado.

Foi a despedida.

Na segunda-feira (24), por volta das 10h, Adriano recebeu uma ligação da enfermeira pedindo para que ele e a família voltassem ao hospital.

 “Foi desolador ouvir que ela não havia resistido. Eu estou angustiado, triste, preocupado com o futuro com meu filho, pedindo que Deus a receba e que fique perto dela. Toda família sofre muito, somos muito unidos”, lamentou.

 

‘Ela adorava viver’

 

Flávia e Adriano ficaram juntos por 16 anos, e se casaram em janeiro de 2019.

“Pessoa maravilhosa, inspirou toda família a estudar, sempre muito sorridente. Ela adorava viver, adorava ficar junto com a família, que é grande e muita unida”, falou o marido.

Adriano disse que Ravi está sendo cuidado por ele e pela mãe e irmã de Flávia, em sua casa, no bairro Santa Tereza, na Região Leste de BH. “Elas me ajudam muito, preciso ter forças para viver com meu filho, que foi tão sonhado e planejado”, disse.

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O corpo de Flávia será cremado na tarde desta terça-feira (25). Como forma de homenageá-la, as cinzas serão jogadas em um sítio da família, onde ela gostava de estar, em Caeté, na Grande BH.

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