POLÍCIA

Pistoleiro de MT mata detetive de MS e diz que “guia incorporado” no marido mandou

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O mato-grossense José Olímpio Melo Junior, 32 anos, executou com um tiro na cabeça a detetive Zuleide Lourdes Teles da Rocha, 57, no dia 19 de junho no município de Dourados, Mato Grosso do Sul. O atirador afirmou que estava seguindo ‘orientação’ de um ‘guia’ incorporado na mãe de santo do marido da vítima, Givaldo Ferreira Santos.

 

De acordo com o acusado, o assassinato foi tramado pela mãe de santo Sueli da Silva, 56, e por Givaldo Ferreira Santos. Teve ainda o envolvimento de Willian Ferreira Santos, 25, enteado de Zuleide.

José Olímpio, Givaldo e Sueli estão presos em Dourados. William em Mato Grosso.

A suposta motivação para o crime seria as recorrentes brigas entre Zuleide e Givaldo causadas por disputa no controle dos negócios da família.

 

De acordo com o depoimento do atirador mato-grossense, ele conheceu William na cidade de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, onde ficaram muito amigos e chagaram a dividir uma casa.

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Neste ano (2021), José relatou estar passando dificuldades e recorreu ao amigo, que estava em Dourados. William convidou o amigo para se mudar para Mato Grosso do Sul.

 

Com ajuda de Givaldo, José logo estava empregado em Dourados e chegou a morar na casa da mãe de santo.

 

O atirador relatou que durante as consultas religiosas, a mãe de santo, incorporada com um guia, dizia que Givaldo tinha que ‘dar um jeito’ em Zuleide.

 

Mais especificamente numa ‘sessão’ no dia 10 de junho, a mãe de santo pediu a José Olímpio para ele matar Zuleide, pois estaria “protegido pelo guia”.

 

O mato-grossense disse que a princípio negou, mas acabou cedendo.

 

Segundo o pistoleiro foi Sueli e Willian que armaram a emboscada para a detetive.

 

Givaldo habilitou um chip de celular em nome de uma antiga cliente, já morta. Sueli marcou um encontro com Zuleide, com a desculpa de estar interessada nos serviços de detetive.

 

José Ol´pimpio contou que Zuleide, definida por outras testemunhas como pessoa de comportamento difícil e que “brigava com todo mundo”, possuía desavenças com seu enteado e teria colocado William para fora de casa. O rapaz também foi para a casa da mãe de santo.

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Na tarde do dia 19, um sábado, quando Zuleide chegou ao local do encontro, Willian e José Olímpio já a esperavam. Sob a mira do revólver, comprado por Givaldo e entregue pela mãe de santo, a dupla arrancou a empresária do carro.

 

Willian ficou na picape da madrasta, com o sobrinho-neto de Zuleide, garoto de 7 anos que a acompanhava. Já José Olímpio levou a vítima até uma mata, nos fundos do residencial Vival dos Ipês, e a matou com tiro na cabeça.

 

José Olímpio afirmou não ter recebido nenhum pagamento para executar a mulher, mas confessou que Givaldo e Willian prometeram que ele participaria da administração da empresa de monitoramento, registrada em nome de Zuleide.

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