POLÍCIA
IMAGENS FORTES! mulheres ficam com seios deformados e acusa médico
O que era para ser a realização de um grande sonho tornou-se pesadelo em pouco tempo. Kátia Maria Damasceno, 55 anos, teve complicações após realizar três procedimentos – rinoplastia, mamoplastia e lipoescultura – com um cirurgião plástico da clínica R&E Cirurgia Plástica e Estética Avançada, em Águas Claras.
A mulher revelou ao Metrópoles que logo após a cirurgia passou por um quadro de anemia severa causada por intensa perda de sangue durante a cirurgia. Como as feridas do peito não cicatrizavam, a cuidadora de idosos adquiriu, ainda, uma infecção generalizada e precisou explantar as duas próteses das mamas com urgência.
“Minha anemia estava tão forte que eu não conseguia falar. Com 10 dias, o peito começou a abrir e não fechava mais. Eu mandava mensagem para o médico e tudo para ele era normal. Ele dizia que estava simplesmente orando por mim. Na auréola mandou eu fazer uma tatuagem, que ia ficar legal. Chegou a um ponto que outra cirurgiã disse para eu tirar a prótese ou iria morrer. Sobrevivi, mas minha vida acabou”, lembra Kátia.
Em novembro, o Metrópoles deu luz às investigações conduzidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a médica Milena Carvalho por suposta negligência médica, após procedimentos estéticos. A cirurgiã fez mais de 17 vítimas que sofreram com necroses, infecções e mutilações no DF.
Agora, são três mulheres, que, com fotos, relatos e boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), detalham os prejuízos após terem passado por procedimentos estéticos conduzidos pelo médico Reyner Abrantes Stival.
Luzia Mara Fernandes Rodrigues, 39, desembolsou R$ 30 mil, pagos à vista, para fazer mamoplastia, lipoescultura e lipoaspiração, em maio deste ano. À reportagem ela contou que em 15 dias os pontos abriram. A advogada chegou a tentar contato com Reyner, mas o médico estava viajando. Para fechar o peito, Luzia precisou retornar à clínica diversas vezes, levando mais de 60 pontos.
Ao procurar o cirurgião via WhatsApp, a paciente foi informada de que os seios estavam “normais” e essa era a “recuperação esperada”. Além da frustração com as mamas, Luzia desenvolveu anemia severa e teve queimaduras de terceiro grau no abdômen. Para os curativos e as medicações, a mulher precisou desembolsar mais R$ 15 mil. De acordo com a ex-paciente, o médico chegou ainda a perguntar se ela estava preparada para “perder os peitos”.
“Minha vida virou um pesadelo. Tinha bolhas de sangue por toda barriga e meu sofrimento era além do físico. Não tinha mais pele para puxar e costurar os seios. Sofro toda vez que olho para minha barriga, porque estou com uma cicatriz horrível e o abdômen com duas cores. Do umbigo para baixo, eu nem mostro. Ele sempre me orientava a fazer tatuagem nos seios e dizia que indicaria um tatuador. Nunca fui tratada com tanto descaso e frieza”, lamenta.
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