ACIDENTE

Advogado envolvido em atropelamento que matou idosa é solto após nove meses preso em MT

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O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos foi colocado em liberdade após permanecer cerca de nove meses preso pelo atropelamento que terminou com a morte de Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

A decisão foi tomada pela juíza Sabrina Andrade Galdino Rodrigues, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, após considerar uma decisão anterior da Justiça que desclassificou a imputação de homicídio doloso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Com a mudança, ficou definido que o advogado não deverá ser submetido a júri popular por esse caso.

A magistrada entendeu que, diante da nova classificação jurídica, deixaram de existir os fundamentos que sustentavam a regressão cautelar de regime. Com isso, determinou o restabelecimento do regime anteriormente cumprido e a expedição do alvará de soltura.

Atropelamento terminou em morte

O acidente ocorreu em janeiro deste ano. Paulo Roberto conduzia uma Fiat Toro pela Avenida da FEB quando atingiu Ilmis.

Com o impacto, a idosa foi projetada para a pista contrária e acabou sendo atingida novamente por outro veículo, sofrendo ferimentos gravíssimos e morrendo no local.

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Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro. Ele acabou preso posteriormente depois de ser acompanhado por um policial que estava de folga.

Na decisão que desclassificou o crime, o juiz Pierro de Faria Mendes considerou que os elementos apresentados no processo não eram suficientes para caracterizar, naquele momento, um crime doloso contra a vida.

Condenações anteriores

Paulo Roberto também possui condenações por outros dois homicídios.

Em um dos casos, foi condenado a 13 anos de prisão pela morte do delegado do Rio de Janeiro Eduardo da Rocha Coelho, atingido por um disparo na nuca. Após o crime, segundo os autos, ele deixou o estado e passou a viver em Mato Grosso utilizando identidade falsa.

Em outro processo, foi condenado a 19 anos de prisão pela morte da estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, ocorrida em 2004, em Juscimeira. A condenação envolveu homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsificação de documentos.

De acordo com as informações do processo de execução penal, as penas somam 30 anos, 4 meses e 29 dias, restando pouco mais de seis anos para cumprimento.

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Antes de ser preso em razão do atropelamento ocorrido neste ano, o advogado cumpria pena em liberdade.

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