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Adubação verde contribui para a agricultura sustentável e redução de CO₂ – MAIS SOJA

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. . . . . . . . . . . . . . . 17 de December de 2024

Sustentabilidade

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4 horas ago

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Pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), lideram uma iniciativa inovadora no Cerrado brasileiro. O estudo utiliza culturas de cobertura e adubação verde para reduzir a dependência de fertilizantes minerais nitrogenados, aumentar a rentabilidade agrícola e mitigar as mudanças climáticas.

Financiado por entidades como Embrapa, FIALGO, FUNDEAGRO-Bahia, AGRISUS, CNPq e CAPES, o projeto destaca a capacidade das plantas de cobertura de enraizar profundamente e mobilizar nutrientes das camadas inferiores do solo. Isso melhora a nutrição de culturas subsequentes, como milho, algodão e feijão, e racionaliza o uso de fertilizantes minerais, reduzindo a pegada de carbono dos produtores.

A pesquisa revela que plantas como a braquiária, consorciada ou não com feijão-de-porco, podem aportar até 150 kg/ha de nitrogênio e 120 kg/ha de potássio durante a semeadura da cultura de verão. Além da braquiária (Urochloa ruziziensis), outras culturas são utilizadas na formação de palha, essencial para sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Essas práticas ajudam as culturas a se adaptarem às altas temperaturas e protegem o solo contra erosão, aumentando a infiltração de água e a retenção de umidade.

Adubos verdes, como as leguminosas crotalária, são fundamentais para a produção de grande massa de matéria seca e captura eficiente de carbono e nitrogênio atmosférico. A seleção adequada das plantas de cobertura deve considerar fatores como compactação do solo e necessidades das culturas subsequentes. “Plantas como braquiária e crotalária capturam e armazenam carbono no solo, reduzindo CO₂ na atmosfera e diminuindo a necessidade de fertilizantes minerais, contribuindo para a redução da emissão de óxidos de nitrogênio em áreas agrícolas intensivas. Além disso, favorecem a diversidade biológica do solo e melhoram sua saúde”, explica Mellissa Soler.

A adoção de culturas de cobertura e adubação verde no Cerrado brasileiro representa uma tecnologia simples, mas significativa, na agricultura sustentável. Reduzindo a dependência de fertilizantes minerais e melhorando a saúde do solo, essas práticas aumentam a produtividade agrícola e desempenham um papel crucial na mitigação das mudanças climáticas e redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A pesquisa da Embrapa e seus parceiros demonstra a possibilidade de alinhar a produção agrícola com a conservação ambiental, promovendo um futuro mais sustentável para o Cerrado e a agricultura brasileira.

“Apesar dos desafios na conscientização dos agricultores e na seleção de espécies para diferentes solos e climas, o apoio contínuo da Embrapa e das instituições parceiras, como FIALGO, FUNDEAGRO-Bahia, AGRISUS, CNPq e CAPES, é vital para superar esses obstáculos e promover uma agricultura mais sustentável no Cerrado.”

Acesse o podcast sobre mudança climática com a pesquisadora Mellissa Soler para a Agencia Embrapa de Notícias.

Fonte: Hélio Magalhães/Embrapa Arroz e Feijão



Sustentabilidade

Monitoramento da ferrugem da soja completa dois meses nas lavouras gaúchas – MAIS SOJA

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4 horas ago

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16 de dezembro de 2024

O monitoramento da ferrugem da soja nas lavouras gaúchas está completando dois meses. A ação faz parte do programa Monitora Ferrugem, que instalou 77 coletores em 75 municípios gaúchos no início de outubro de 2024.

Coletores de esporos são instalados em lavouras pelo estado para monitorar ferrugem asiática – Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi  e é  considerada a principal doença da cultura em nível mundial. “Já nas primeiras semanas de monitoramento nós constatamos estruturas do fungo nos coletores, possivelmente vindos de outras regiões que plantam soja antes do Rio Grande do Sul, ou de países vizinhos, já que o fungo se dissemina pelas correntes do ar e muitas regiões do estado ainda não haviam iniciado o plantio da soja”, destaca a doutora em fitopalogia da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Andreia Mara Rotta de Oliveira.

Mas a pesquisadora destaca que nas últimas duas semanas a quantidade de partículas do fungo nos coletores diminuiu bastante. “E como estamos em ano com predominância do fenômeno La Niña, a tendência é de um verão com menos chuva e com isso  a expectativa é  de uma safra  com menos focos de ferrugem em relação à safra anterior, sob influência do El Niño”, afirma Oliveira.

Dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontam que 80% da área de soja já foi plantada até o momento. A projeção é de uma área de 6 milhões 811 mil hectares no Rio Grande do Sul. “A soja é a principal cultura de verão, o que reforça a importância do Programa Monitora Ferrugem como política pública para o setor”, afirma a pesquisadora. A ferrugem asiática é considerada a doença mais importante da cultura da soja, podendo causar perdas de até 90% das lavouras.

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O Programa Monitora Ferrugem é uma ação conjunta da Secretaria da Agricultura, Emater/RS-Ascar, em parceria com instituições de ensino e pesquisa do Estado. Pela Seapi, participam o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e três unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA): o laboratório de fitopatologia, que realiza as análises de lâminas de coletores de 16 municípios, e o laboratório de agrometeorologia e climatologia agrícola, vinculados ao Centro de Pesquisa Agronômica (Ceagro), em Porto Alegre,  e os  Centros de Pesquisa em Sementes de Júlio de Castilhos (Cesem) e de Agricultura Digital e Irrigação de Vacaria (Cepadi), com coletores para monitoramento.

O Programa

O Monitora Ferrugem RS disponibiliza semanalmente informações sobre a ocorrência de esporos do fungo causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores acessem dados atualizados sobre as áreas com maior risco de infecção. No site do programa, é possível identificar, com base em dados da semana anterior, os locais mais propensos à doença. Além disso, um mapa de risco, atualizado diariamente, oferece informações sobre as condições climáticas que favorecem a incidência da doença.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação



Sustentabilidade

Bancada do agro garante regulamentação do trânsito de máquinas agrícolas em vias públicas – MAIS SOJA

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5 horas ago

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16 de dezembro de 2024

Com a articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou na última quarta-feira (11) a Resolução nº 1.107/2024, que regulamenta a circulação de máquinas agrícolas em vias públicas. Entre as principais mudanças previstas, está a dispensa da autorização especial de trânsito (AET) para veículos com até 3,20m de largura — que antes era exigida para maquinário de qualquer porte.

Para isso, o proprietário do veículo deverá atender às exigências estabelecidas pelas normas do Contran, que determinam a necessidade de um batedor durante o trajeto e de que o tráfego seja realizado entre o amanhecer e o pôr do sol, com limite de 40km para o percurso em vias pavimentadas.

Na avaliação do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), autor do projeto de lei que trata deste mérito (PL 8841/2019) e um dos responsáveis por mediar a solução junto ao Ministério dos Transportes, a medida reflete o melhor resultado dentro do possível.

“Conseguimos assegurar que os interesses dos produtores fossem acolhidos. São ajustes que corrigem injustiças cometidas contra eles e, ao mesmo tempo, resguardam as condições de segurança para todos que transitam nas vias. Um país como o nosso, que produz e alimenta, não pode se permitir ao equívoco de multar um colono por deslocar seu trator de uma propriedade para a outra ou exigir que ele desmonte um maquinário para praticar distâncias curtas”, afirma.

Veículos com largura superior a 3,20m e que tenham até 4,50m deverão portar a AET. Outra novidade é que as máquinas estarão dispensadas de licenciamento, sendo exigido apenas o registro do Renagro. A nova resolução passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2025.

“É um avanço importante para o agricultor brasileiro, estabelecendo critérios gerais dentro daquilo que o próprio produtor possui condições de atender. Outra conquista que vale destacar é a possibilidade de situações específicas de cada região do país serem disciplinadas pela autoridade local. Pode não ser o ideal, mas já é um começo”, explica o deputado Sérgio Souza (MDB-PR).

Parlamentares de Santa Catarina, por sua vez, ressaltam que a medida oferece mais segurança jurídica e viária: “Quando tem uma máquina agrícola na pista, pode ter certeza que o agricultor não está passeando. Está ali trabalhando, cumprindo o seu dever. A resolução não resolve o problema em definitivo, mas traz avanços importantes”, destaca o deputado Rafael Pezenti (MDB-SC).

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“Depois de tanto trabalho, foi possível garantir mais organização no uso das rodovias e respaldo legal para os agricultores desempenharem seu papel fundamental na economia. É uma normativa que cria critérios claros para o registro e circulação dos tratores e equipamentos agrícolas”, complementa o deputado Valdir Cobalchini (MDB-SC).

Confira o que muda com a Resolução nº 1.107/2024:

– Circulação sem Autorização Especial de Trânsito (AET):

* Como era: exigia o documento para maquinário de qualquer porte.
* Como ficou: dispensa o documento para máquinas com largura de até 3,20m desde que cumpram requisitos específicos como 1) estar acompanhar de batedor durante o trajeto, 2) realizar o tráfego entre o amanhecer e o pôr do sol e 3) restringir o deslocamento a 40km em vias pavimentadas.

– Registro e licenciamento:

* Como era: exigia o registro e licenciamento para todos os veículos.
* Como ficou: dispensa os veículos de licenciamento, exigindo apenas o registro no Renagro. Maquinários fabricados a partir de 2016 devem ser registrados no Renavam.

Fonte: Agência FPA




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Sustentabilidade

Número de casos de ferrugem-asiática em lavouras comerciais aumenta – MAIS SOJA

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16 de dezembro de 2024

Grande parte das lavouras de soja do Brasil já estão em fase de desenvolvimento vegetativo, ou até mesmo em estádios mais avançados do desenvolvimento, dependendo da região de cultivo. Com o avanço do ciclo da soja, o manejo fitossanitário passa a ganhar maior importância, principalmente se tratando de doenças com elevada agressividade, e que podem ocorrer em distintos estádios do desenvolvimento da soja, como é o caso da ferrugem-asiática, causada pelo fungo (Phakopsora pachyrhizi).

A doença pode ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da soja, e seus danos, podem chegar a 90% em casos mais extremos, dependendo da severidade da doença, período em que acomete a soja e suscetibilidade da cultivar. Atualmente, condições hídricas para o desenvolvimento das lavouras de soja são favoráveis para grande parte das regiões produtoras de soja do Brasil (figura 1), o que, embora favoreça o desenvolvimento da soja, quando associado a temperaturas amenas, também contribui para o desenvolvimento da ferrugem-asiática, tornando necessário intensificar o monitoramento e controle da doença.

Figura 1. Condições hídricas para as lavouras nas principais regiões produtoras (09/12/24 a 16/12/24).
Fonte: Conab (2024)

Para que ocorra a infecção da planta pelo fungo causador da ferrugem, é necessário molhamento foliar (água livre na folha), sendo necessárias no mínimo 6 horas, com um máximo de infecção ocorrendo entre 10 e 12 horas de molhamento foliar. Temperaturas entre 18 ° C e 26,5 ° C são favoráveis para a infecção (Soares et al., 2023).


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Atualmente, conforme atualizações do Consórcio Antiferrugem, já foram registrados 19 casos de ocorrência de ferrugem-asiática em lavouras comerciais. Destes, 14 casos foram relatados no Paraná, quatro em São Paulo e um em Minas Gerais.

Figura 2. Mapa de dispersão dos casos de ferrugem-asiática safra 2024/2025 (atualização 16 de Dezembro de 2024).
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2024)

Dos 19 casos relatados até então, a maioria foi observado em soja em período de enchimento de grãos (R5), período sensível da cultura a estresses bióticos e abióticos.

Figura 3. Ocorrência dos casos de ferrugem-asiática por estádio fenológico da soja.
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2024)

Além dos casos registrados de ocorrência em lavouras comerciais, há relatos da presença de esporos da ferrugem em áreas agrícolas (figura 2), o que demonstra a necessidade de intensificar o monitoramento e práticas de controle nas áreas próximas aos casos relatados. Lembrando que, todo o programa de controle da ferrugem deve ser iniciado de forma preventiva a ocorrência da doença (FRAC-BR).

Clique aqui para acompanhar as atualizações do Consórcio Antiferrugem.

Referências:

CONAB. MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS. 2024. Disponível em: < https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/progresso-de-safra/item/download/55990_5bbcbdd22864fd51dcabc7e31e92145b >, acesso em: 16/12/2024.

CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DE DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja.

FRAC-BR. [IMPORTANTE] NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas FRAC-Brasil. Disponível em: < https://www.frac-br.org/recomendacoes-ferrugem-asiatica-da- >, acesso em: 16/02/2024.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, ed. 6, 2023.


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