AGRONEGÓCIO

Alta do dólar após eleição pode encarecer fertilizantes, máquinas e crédito do agro de Mato Grosso

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Câmbio favorece exportações de soja, milho, algodão e carne, mas pressiona custos de insumos importados

A disparada do dólar após a reeleição do presidente Lula (PT) deve ter efeito duplo sobre o agronegócio de Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. De um lado, a moeda americana mais alta aumenta a receita em reais das exportações de soja, milho, algodão e carne. De outro, encarece insumos cotados em dólar.

Fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos estão entre os itens que podem ficar mais caros com o câmbio em alta, pressionando o custo da próxima safra.

O mercado também passou a projetar possíveis aumentos nas taxas de juros futuras, o que pode tornar o crédito rural mais caro. Isso, porém, não significa uma mudança automática da taxa Selic pelo Banco Central.

 

Antes mesmo da abertura do mercado brasileiro, derivativos negociados no exterior já apontavam o dólar perto de R$ 5,55. Na B3, a moeda chegou a R$ 5,60 pela manhã, com alta de 12%.

O cenário também pode afetar setores em expansão no estado, como o de etanol de milho, que depende de investimentos e financiamentos de longo prazo.

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