METODOLOGIA DA ANTT
Aprosoja-MT critica piso do frete e alerta para perda de competitividade do agro em Mato Grosso
A Aprosoja-MT voltou a manifestar preocupação com os impactos do piso mínimo do frete rodoviário sobre a competitividade do agronegócio brasileiro. O alerta foi feito nesta quinta-feira (22), com foco nos efeitos negativos da política logística em estados altamente produtores, como Mato Grosso.
Segundo a entidade, a metodologia atualmente utilizada apresenta inconsistências estruturais, ignora a dinâmica real do mercado e acaba ampliando os custos logísticos, que recaem diretamente sobre o produtor rural.
Criada em 2018 como medida emergencial para encerrar a paralisação dos caminhoneiros que afetou o país, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, passados mais de seis anos, não foi modernizada. Para o setor produtivo, o modelo deixou de ser temporário e passou a gerar distorções permanentes.
A Aprosoja-MT sustenta que o tabelamento impõe um piso de preços que fere princípios constitucionais como a livre iniciativa, a livre concorrência e a liberdade de preços, previstos na Constituição Federal.
Gargalos históricos ampliam impacto do frete
O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, afirma que os efeitos do piso mínimo se agravam em um cenário já marcado por gargalos estruturais históricos, especialmente a deficiência na capacidade de armazenagem.
“A armazenagem, sem dúvida nenhuma, é o grande gargalo da agricultura brasileira. Hoje, em Mato Grosso, que é o maior estado produtor, conseguimos armazenar menos da metade da nossa produção, e menos da metade dessa capacidade está nas mãos dos produtores”, afirmou.
Segundo Beber, a falta de armazéns obriga o escoamento da produção durante o pico da safra, período em que a demanda por frete se concentra e os preços naturalmente sobem, ampliando ainda mais os custos logísticos.
Frete de retorno e sazonalidade ignorados
Outro ponto destacado pela entidade é que o piso mínimo desconsidera a sazonalidade típica do agronegócio e afeta diretamente o frete de retorno. Tradicionalmente, esse frete mais barato ajudava a equilibrar os custos no transporte de fertilizantes e outros insumos.
Com o tabelamento, essa lógica deixa de existir, encarecendo a produção. “O próprio CADE já reconheceu que o frete mínimo gera efeitos semelhantes aos de formação de cartel, impactando todo o mercado. Esse aumento de custo não é absorvido pelo governo, mas pelo produtor, que não consegue repassá-lo ao preço final”, destacou Beber.
Falhas técnicas na metodologia
A Aprosoja-MT também aponta falhas técnicas na metodologia da ANTT, como o cálculo de depreciação baseado em caminhões novos, quando a idade média da frota brasileira ultrapassa 15 anos.
Além disso, a tabela prioriza critérios como número de eixos e distância percorrida, em detrimento da tonelagem efetivamente transportada. Na prática, isso favorece veículos de grande porte e reduz a competitividade de caminhoneiros autônomos que operam caminhões menores.
“Caminhoneiros com veículos de sete, quatro eixos ou do tipo LS acabam perdendo competitividade nesse modelo”, explicou.
Revisão em andamento e críticas à demora
Atualmente, a ANTT conduz um processo de revisão da metodologia, que incluiu audiência pública e a apresentação de estudos técnicos, como o desenvolvido pela Esalq-Log, com apoio da Aprosoja-MT e de outras entidades do setor.
No entanto, a própria agência informou que a atualização prevista para janeiro não conseguirá incorporar essas contribuições, justamente em pleno pico da safra. Para a Aprosoja-MT, a situação agrava ainda mais a perda de competitividade.
“A produção brasileira mais uma vez vai ser lesada pela ineficiência e pela morosidade do Estado”, afirmou Beber.
Tema também é analisado pelo STF
A constitucionalidade do piso mínimo do frete também está sob análise do Supremo Tribunal Federal. A expectativa do setor é que o Judiciário leve em conta os impactos econômicos e concorrenciais da política.
“Caso contrário, o Brasil perderá cada vez mais competitividade no mercado internacional, enquanto nossos concorrentes ampliam exportações e geração de divisas”, concluiu o presidente da Aprosoja-MT.
A entidade reforça que não é contrária à remuneração justa do transporte rodoviário, mas defende um modelo que reflita a realidade operacional do país, respeite a livre concorrência e promova equilíbrio entre produtores, caminhoneiros e consumidores, sem comprometer a eficiência logística e a segurança alimentar nacional.
-
GERAL5 dias agoMotorista de aplicativo é obrigado a gravar despedida e citar nomes antes de ser executado a tiros; Veja Vídeo
-
GERAL5 dias ago“TENHO CARA DE OTÁRIO?” Corno pega a mulher peladona com outro homem no Motel; Veja Vídeo
-
GERAL5 dias agoProstituta filma empresário após suposto calote em boate: ”Dá tchauzinho pra sua esposa”; Veja Vídeo
-
CIDADES4 dias agoABSURDO IMAGENS FORTES: Filho de 12 @nos agredindo a própria mãe após pedir mais comida e ouvir “não”; VEJA VIDEO
-
GERAL5 dias ago“Aqui ó, no meio das minhas perna”: Travesti expõe companheiro em vídeo após descobrir relacionamentos paralelos; Veja Vídeo
-
VÍDEOS4 dias agoIMAGENS FORTES: homem mata criança de 2 anos após mãe recusar pedido de casamento; suspeito troca tiros com a polícia e é preso
-
LUCAS DO RIO VERDE4 dias agoExpolucas 2026: saiba qual é uma das atrações confirmadas para o evento
-
CIDADES4 dias agoIMAGEM FORTE; Jovem é encontrada morta nos fundos de casa e marcas no pescoço levantam suspeita de estrangulamento






