AGRONEGÓCIO
Atraso no plantio da soja; consequências e prejuízos na safra do milho
. . . . . . . . . . . . . . . 4 de January de 2025
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6 horas ago
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O atraso no plantio da soja em Mato Grosso pode comprometer a produção e afetar a segunda safra de milho. Com um atraso de quase quatro semanas em relação à média dos últimos cinco anos, o plantio deste ano foi prejudicado pela irregularidade nas chuvas, que também causaram problemas na safra anterior. Mesmo com a possibilidade de uma normalização do clima, o deslocamento do fotoperíodo das plantas pode prejudicar o desenvolvimento da soja e impactar sua produtividade.
O impacto também se estende à segunda safra de milho. Com o plantio mais tardio, o milho será semeado mais tarde, o que gera um efeito em cadeia. A falta de sincronização entre o plantio da soja e o milho, além da escassez de colheitadeiras, pode acarretar atrasos no ciclo da soja e no tempo ideal para o plantio do milho. Para que a semeadura do milho aconteça no momento certo, a soja precisa ser colhida mais cedo, o que se torna um desafio diante do atraso no plantio da soja.
A expectativa para a colheita da soja também não é das melhores. Se houver chuvas intensas durante a colheita, pode ocorrer uma perda, principalmente com a secagem da soja. Além disso, as empresas que atuam no recebimento terão que aumentar os turnos de trabalho para evitar um colapso no processo de coleta e distribuição, garantindo que o produto dos produtores seja processado e comercializado de forma eficiente.
Expectativa
O cenário climático para 2025 é de um ano relativamente bom para a agricultura, mas sem grandes expectativas de superávit. O atraso no plantio e o deslocamento do fotoperíodo da soja comprometem as expectativas de uma safra excepcional. Para o milho, a probabilidade de uma quebra significativa na segunda safra é alta, caso o clima não surpreenda e as chuvas não se estendam além do período normal. Se o clima seguir o padrão esperado, tanto a soja quanto o milho devem enfrentar desafios em 2025.

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Poucos negócios para a soja; confira o fechamento de mercado
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4 horas ago
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3 de janeiro de 2025

O mercado brasileiro da soja teve poucos negócios nesta sexta-feira (3). Com poucos agentes presentes, muitos preços foram apenas nominais. Além disso, os preços tiveram viés de baixa, com a Bolsa de Chicago caindo e o dólar praticamente estável durante parte da sessão.
Preços da soja no país
- Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
- Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
- Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
- Cascavel (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
- Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00
- Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 120,00
- Dourados (MS): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
- Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana. Após o mercado ter atingido bons níveis, vendas por parte de produtores e um movimento de consolidação pesaram sobre as cotações.
As fracas vendas semanais americanas e o dólar valorizado frente a outras moedas – mesmo com o recuo de hoje, o balanço da semana foi de dólar fortalecido – ajudaram na correção. Com a moeda americana firme, a competitividade dos produtos de exportação americanos é menor.
O clima na América do Sul segue no foco das atenções. Mesmo com falta de chuvas em regiões da Argentina e no sul do Brasil – o que ajudou na sustentação da semana -, as expectativas são favoráveis para a safra dos dois países, ampliando a oferta global e pesando fundamentalmente sobre as cotações.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 484.700 toneladas na semana encerrada em 26 de dezembro. O volume é o menor para o ano comercial. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,05 milhão de toneladas.
O mercado volta parte de suas atenções para os dados de oferta e demanda que serão divulgados na sexta, 10, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 20,25 centavos de dólar ou 2% a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,03 3/4 por bushel, com perda de 21,25 centavos, ou 2,07%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 11,30 ou 3,53% a US$ 308,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 39,93 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,84%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.
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Venda de milho à agricultura familiar cresce 70% em 2024
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5 horas ago
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3 de janeiro de 2025

As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas).
Segundo a Conab, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos. Conforme a estatal, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.
O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.
Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.
Expectativa para 2025
Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.
Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal.
O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.
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Granizo destrói lavouras de soja no Rio Grande do Sul
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8 horas ago
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3 de janeiro de 2025

O Sul do Brasil enfrenta sérias dificuldades devido a um clima severo e à má distribuição das chuvas, o que tem gerado danos consideráveis à produção agrícola e à infraestrutura. Em Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul, as lavouras de soja e fumo estão sendo seriamente afetadas pela falta de umidade, que compromete o crescimento das plantas e reduz a produtividade. A situação é ainda mais crítica nas lavouras de fumo, que dependem de trabalho manual, tornando os prejuízos ainda mais sérios.
Além disso, a recente elevação do nível do Rio Caí causou a destruição de uma ponte no município de Feliz, interrompendo a conexão da cidade com o restante da região. A ponte, que havia sido reconstruída após as enchentes de maio, foi levada pela correnteza, deixando os moradores com um desvio de 20 km para conseguir acessar a cidade.
O impacto do granizo na soja
Outro fenômeno climático que tem causado estragos no Sul é a ocorrência de granizo. O risco de tempestades com granizo persiste em várias áreas, o que pode agravar ainda mais o cenário de dificuldades para os produtores. O granizo pode destruir lavouras inteiras, especialmente em momentos em que as plantas estão mais vulneráveis devido ao estresse causado pela seca. Santa Catarina, Paraná e partes do Rio Grande do Sul estão sob risco elevado de tempestades com granizo e rajadas de vento intensas, o que representa uma ameaça adicional para a agricultura da região.
Tapes e o cenário da seca
O município de Tapes, também no Rio Grande do Sul, tem sofrido os efeitos da seca, com falta de água comprometendo o desenvolvimento das lavouras de soja. As altas temperaturas, que chegaram a 41°C em algumas cidades como Pelotas, agravam ainda mais esse cenário de escassez hídrica, prejudicando a produtividade agrícola em várias partes do estado.
Projeção para os próximos dias
As previsões indicam que o calor extremo continuará, com temperaturas chegando até 36°C em várias cidades do Rio Grande do Sul, enquanto a chuva permanece escassa. Isso deve afetar diretamente as lavouras de soja e milho, que já enfrentam uma severa restrição hídrica. O retorno das chuvas na região é esperado apenas entre os dias 9 e 13 de janeiro, o que preocupa os agricultores que enfrentam um cenário crítico de seca prolongada.
Enquanto isso, o Nordeste do Brasil, especialmente o Espírito Santo, deve registrar chuvas mais volumosas, o que pode aliviar a seca em algumas áreas, mas também gerar dificuldades para os produtores, especialmente os de grãos.
Desafios
O cenário no Sul é de extrema atenção, com a combinação de calor excessivo, chuvas mal distribuídas e o risco de granizo, criando um ambiente desafiador para o desenvolvimento da agricultura. A situação de restrição hídrica pode se agravar se as chuvas não se estabilizarem nas próximas semanas, comprometendo ainda mais a produtividade das lavouras.
A previsão de tempestades com granizo e rajadas de vento intensas exigem que os produtores fiquem atentos, já que esses eventos climáticos podem causar danos, especialmente em regiões mais vulneráveis.
Agro MT
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