AGRONEGÓCIO

Cidade de MT tem desligamento de energia programado para esta semana; veja datas e horários

Publicado em

cidade-de-mt-tem-desligamento-de-energia-programado-para-esta-semana;-veja-datas-e-horarios

. . . . . . . . . . . . . . . 22 de September de 2024

Agro Mato Grosso

Published

2 horas ago

on

Segundo a concessionária responsável pelo abastecimento, a interrupção ocorrerá para a realização de manutenção de transformadores anunciada pela concessionária que gera energia elétrica.

A cidade de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, terá desligamento programado de energia elétrica esta semana, até a próxima sexta-feira (27).

Segundo a concessionária responsável pelo abastecimento, a interrupção ocorrerá para a realização de manutenção de transformadores anunciada pela concessionária que gera energia elétrica. A previsão é que os cortes ocorram entre 19h às 4h e empresas e áreas rurais serão as mais impactadas.

Uma das alternativas para reduzir o impacto dos cortes, será a instalação de uma subestação móvel, que fará o remanejamento de uma sobrecarga de Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá.

O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, convocou uma reunião na manhã deste sábado (21), para debater o assunto da possível falta de energia na cidade. O prefeito afirma que não haverá falta de energia ou desligamento total do fornecimento na cidade e pede que a população contribua com a situação, evitando gastos desnecessários para não sobrecarregar o sistema durante os dias de cortes emergenciais.

Desligamento emergencial

Na última quarta-feira (18), a concessionária de energia disse, por meio de uma carta ao município, que foi informada do desligamento.

Segundo a carta, o serviço de transmissão leva a energia gerada no país até empresas que a distribuem para casas, empresas e indústrias. Os sistemas são independentes, mas são afetados quando um deles falha.

Por isso, a concessionária se manifestou contra a manutenção anunciada, já que a ação pode reduzir a capacidade de transmissão de energia para a cidade em 25%.

No documento, a concessionária afirma que solicitou à outra empresa, que trabalhe com 20% da sobrecarga so sistema, que seria suficiente para substituir a falta do transformador que passará por manutenção. Porém, a companhia elétrica teria “negado o pedido, mantendo os impactos de corte de energia, que serão solicitados pelo ONS em certos horários durante o período de manutenção”.

Agro Mato Grosso

Indígenas sofrem com fumaça e focos de incêndio há um mês em MT: ‘arde nariz, olhos’, ‘queimou toda roça’, relatam

Published

1 dia ago

on

20 de setembro de 2024

Fogo já destruiu mais de 40 mil hectares da TI Capoto Jarina; indígenas sofrem com problemas respiratórios e falta de energia elétrica.

A fumaça dos incêndios tem sufocado a comunidade indígena Capoto Jarina, no norte de Mato Grosso, próximo ao município de São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá. A região é atingida pelas chamas há mais de um mês e já destruiu mais de 40 mil hectares da Floresta Amazônica, segundo os brigadistas.

Segundo o líder indígena Megaron Txucarramae, os indígenas com problemas respiratórios são os que mais sofrem. No posto de saúde da aldeia, a maior parte dos atendimentos é de crianças, e os sintomas mais comuns são a presença de tosse, coriza e dor nos olhos, por causa da fumaça.

Fumaça dos incêndios na Terra Indígena Capoto Jarina — Foto: Naira Pache/ TV Centro América

Fumaça dos incêndios na Terra Indígena Capoto Jarina — Foto: Naira Pache/ TV Centro América

A estudante indígena Yakairu Metuktire, foi acompanhar os primos no atendimento no posto de saúde, e lá descobriu que também precisava de atendimento.

“A gente não tá se sentindo bem, arde nariz, os olhos, tá bem ruim”, conta.

Para a técnica de enfermagem, Márcia Glauciante, os reflexos na saúde não estão apenas ligados ao mal-estar. Por causa dos incêndios, muitas árvores caíram e atingiram a fiação elétrica e sem energia elétrica, quem busca atendimento e precisa de inalação, não consegue. Os medicamentos que necessitam de refrigeração também perdem a eficácia

Leia Também:  Agrofloresta: conheça o sistema que concilia maior produtividade à preservação ambiental

“Passamos uma semana sem energia e voltou somente por dois dias. Depois caiu outras árvores em cima da fiação e está bem complicado. Pacientes que fazem o uso de insulina e esse remédio precisa de refrigeração”, explica.

Toda a fumaça também dificulta o trabalho dos 38 brigadistas que tentam apagar os focos. De acordo com o supervisor estadual dos brigadistas Prevfogo- MT, Guilherme Camargo, os obstáculos para combate às chamas na Terra Indígena não se limitam aos incêndios.

“Os dias estão mais quentes, as rajadas de vento estão mais intensas, a umidade mais baixa e dependendo das condições, eles param o trabalho.A vida deles também têm prioridade”, diz.

Terras em chamas

Até o dia 11 de setembro, cerca de 41 terras indígenas já tinham sido afetadas pelas chamas, segundo a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt). As consequências desta devastação incluem plantações usadas para sustento dos povos indígenas destruídas e mudanças temporárias de moradias.

Os incêndios comprometem a alimentação do indígenas, como é o caso dos moradores da Aldeia Piaruçu, na Terra indígena Capoto Jarina, na região do Parque Indígena do Xingu. Segundo Yaka Metuktire, a plantação de mandioca, principal alimento para os filhos e netos, foi destruída.

“Queimou tudo a minha roça. Queimou outra roça da minha mãe também. Isso é a comida que nós comemos, é a nossa alimentação que queimou, não tem mais nenhuma mandioca”, lamentou.

Agro Mato Grosso

Capivaras podem ficar ‘loiras’ por exposição ao sol e calor extremo em Cuiabá; entenda

Published

1 dia ago

on

20 de setembro de 2024

Com temperaturas que ultrapassam 40º C e mais de 150 dias sem chuva, as capivaras da capital mato-grossense estão apresentando mudanças na cor da pelagem; veja imagens.

🌞Você sabia que as capivaras podem ficar ‘loiras’ por exposição ao sol de Cuiabá? Em meio a uma sequência de dias com altas temperaturas que ultrapassam os 40°C, a capital está há mais de 120 dias sem chuva, o que pode refletir na fauna local, assim como na pelagem desses grandes roedores.

No Parque das Águas, na capital, é possível ver capivaras com diversas tonalidades de pelo, o que tem chamada a atenção de alguns visitantes.

A médica veterinária e doutora em Ciências Veterinárias, Mayara Vincenzi, que explicou que a tonalidade dos pelos desses animais pode se alterar se forem expostos por muito tempo ao sol, mas esta não deve ser considerada a única causa dessa mudança.

🧐Por que isso acontece?

🐾De acordo com a especialista, o descoramento dos pelos é bem comum, principalmente em animais que apresentam a pelagem na cor preta, com a exposição ao sol, podem apresentar tons mais avermelhados.

“Devido à exposição do sol, esses pelos se queimam, e acaba ocorrendo mudaças nessa tonalidade para um tom mais acastanhado, porém, essa não é a única causa”, ressatou.

Outros fatores que podem descolorir a pelagem

  • 🌱Deficiências nutricionais: Ocorre quando há falta ou absorção insuficiente de nutrientes, como vitaminas e minerais;
  • 💧Água: a água consumida pelos animais podem conter substâncias;
  • 🤒Doenças de pele: problemas nos hormônios podem promover manchas na pele e mudança na cor dos pelos, com doenças autoimunes.
Leia Também:  IBGE diz que clima vai prejudicar a próxima safra de grãos e prevê redução de 8,5 milhões de toneladas

Algumas dessas circunstâncias podem alterar ou fazer a pelagem perder a coloração natural dos animais, mas, segundo a bióloga, essa análise chamada de anamnese, deve ser realizada por um especialista da área, como médico veterinário de espécies silvestres ou biólogo.

De acordo com o médico veterinário especialista em animais silvestres e exóticos, Eduardo Sebastião a causa da mudança na coloração da pelagem pode ser pelo fato da capital de Mato Grosso passar por uma forte onda de calor, com temperaturas que chegam a 43ºC.

“A pele e os pelos dos animais são compostos por melanina, uma proteção natural contra os raios solares e com a exposição diária, a pelagem das capivaras adquire o loiro. Isso se dá pela decomposição/queima da melanina presente nos pelos dos animais”, explicou.

🥵Clima em MT

A seca fez com que o Pantanal perdesse somente neste ano 5% da sua área, segundo Agostinho — Foto: USLEI MARCELINO-REUTERS

A seca fez com que o Pantanal perdesse somente neste ano 5% da sua área, segundo Agostinho — Foto: USLEI MARCELINO-REUTERS

O estado enfrenta temperaturas extremas e uma das secas mais severas dos últimos anos, impactando diretamente a fauna local. Muitos animais sofrem as consequências da exposição excessiva ao sol, falta de água e alimentos. No Pantanal, o cenário é ainda mais alarmante: além das temperaturas escaldantes, incêndios devastam o bioma, resultando em mortes de animais e comprometendo o equilíbrio do ecossistema.

A capital já bateu três recordes de calor durante três dias, com temperaturas de 41°C, 41,8°C e 42,2°C, no mês de setembro desse ano, a cidade bateu outro recorde de temperatura, com 42,6°C, liderando o ranking de calor no Brasil, na semana passada.

Além das altas temperaturas, a estiagem é um forte problema na cidade. Caso não chova nesta terça-feira (17), Cuiabá completará 121 dias sem ver uma gota d’água cair do céu e se torna a 4° cidade campeã na estiagem, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Sob supervisão de Kessillen Lopes*

Agro Mato Grosso

Justiça obriga regularização de transporte escolar após alunos ficarem 12 horas fora de casa em zona rural de MT

Published

2 dias ago

on

19 de setembro de 2024

Empresa contratada disponibiliza apenas um veículo e mães relatam que a demora do trajeto faz com que os filhos apresentem cansaço físico e mal-estar, diminuição de rendimento escolar e evasão.

A Justiça estabeleceu o prazo de cinco dias para que o município de Alto Garças, a 366 km de Cuiabá, regularize o transporte escolar, com a disponibilização de mais veículos aos alunos da zona rural. A liminar foi concedida ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nessa terça-feira (17) e divulgada nesta quinta-feira (19).

A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Alto Garças.

O inquérito foi instaurado após a Promotoria de Justiça ouvir algumas mães relatando que os filhos ficam cerca de 12 horas fora de casa. De acordo com elas, a demora do trajeto entre ida e volta faz com que os alunos apresentem cansaço físico e mal-estar causados por fome e sede, diminuição de rendimento escolar e até mesmo evasão das salas de aula.

A Secretaria Municipal de Educação informou que a empresa contratada disponibilizava dois ônibus, embora o contrato previsse um. Com a realização de licitação, a empresa vencedora passou a seguir o contrato e disponibilizar apenas um veículo. A nova licitação será realizada somente em 2025.

Além de disponibilizar mais veículos, o juiz Luiz Antônio Muniz Rocha estabeleceu que o tempo de transporte não ultrapasse quatro horas. Caso o município não cumpra as obrigações, deverá pagar multa diária no valor de R$ 5 mil até o limite de R$ 500 mil.

Agro MT

Anúncio

MAIS LIDAS DA SEMANA