AGRONEGÓCIO
Clima desafia, mas preços do milho aliviam produtores no Paraná
. . . . . . . . . . . . . . . 23 de December de 2024
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4 horas ago
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A safra de milho 2024 no Paraná foi marcada pela valorização do grão e por desafios climáticos que impactaram a produtividade. A seca prolongada atingiu especialmente a segunda safra, prejudicando germinação e desenvolvimento do grão, segundo análises técnicas.
A área destinada à primeira safra de milho recuou 17% na temporada. Saiu de 354 mil hectares em 2022/2023 para 294 mil hectares no ciclo atual, devido à preferência crescente pela soja.
“A primeira safra vem recuando cada vez mais, enquanto a segunda safra tem ganhado corpo, mesmo com a competição de área com o trigo e outros cultivos de inverno”, disse Ana Paula Kowalski, técnica do Sistema Faep.
A segunda safra de milho, responsável pelo abastecimento da cadeia de proteína animal no estado, teve um ganho de 7% na área plantada, somando 2,53 milhões de hectares. Apesar do aumento de área, a produção total foi de 18,5 milhões de toneladas, queda de 17% em relação ao ciclo anterior.
“Os fatores climáticos que impactaram a soja também afetaram o milho. Mas os 15 milhões de toneladas colhidos atenderam, ainda que de forma justa, à demanda interna”, afirmou Edmar Gervásio, analista do Departamento de Economia Rural (Deral).
Valorização do milho e mercado local
Apesar das perdas climáticas, o mercado de milho se beneficiou com a alta procura e a oferta ajustada. “O milho apresentou elevação maior de preços, com recuperação ao longo de 2024, especialmente no mercado local”, destacou Kowalski.
Essa valorização garantiu rentabilidade para produtores como Claudia Nekatschalow, que aproveitou a entressafra para comercializar sua produção.
Perspectivas para etanol
O Paraná também tem registrado aumento na transformação do milho em etanol.
“A produção de etanol de milho traz benefícios, como a possibilidade de armazenamento por longo período e planejamento mais regular, impactando positivamente o mercado”, concluiu Gervásio.
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Soja tem alta no Paraná e queda no Centro-Oeste e RS; confira cotações
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2 horas ago
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23 de dezembro de 2024
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Os preços da soja caíram nas principais praças de comercialização do Rio Grande do Sul e do Centro-Oeste, e subiram nas do Paraná nesta segunda-feira (23).
As variações foram apenas nominais, com muitos participantes fora do mercado. O dólar teve alta expressiva no dia, mas a Bolsa de Chicago caiu.
Veja o preço da saca de soja nas principais praças
- Passo Fundo (RS): queda dede R$ 132 para R$ 131
- Missões (RS): queda de R$ 133 para R$ 132
- Porto de Rio Grande (RS): queda de R$ 140 para R$ 139
- Cascavel (PR): alta de R$ 131 para R$ 132
- Porto de Paranaguá (PR): alta de R$ 137 para R$ 138
- Rondonópolis (MT): queda de R$ 120 para R$ 117
- Dourados (MS): queda de R$ 131 para R$ 127,
- Rio Verde (GO): queda de R$ 125 para R$ 122.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo; o óleo teve forte alta.
O mercado foi pressionado pela força do dólar frente a outras moedas, o que reduz a competitividade norte-americana no cenário exportador, e pela previsão de chuvas benéficas às lavouras no Brasil corroborando a expectativa de safra cheia no país.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.747.037 toneladas na semana encerrada no dia 19 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.695.935 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 1.119.363 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 26.998.906 toneladas, contra 22.301.265 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.
Contratos de soja
- Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 5 centavos de dólar ou 0,51% a US$ 9,69 1/2 por bushel.
- A posição março teve cotação de US$ 9,75 1/2 por bushel, com recuo de 3,75 centavos, ou 0,38%.
- A posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5 ou 1,69% a US$ 289,50 por tonelada.
No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 40,23 centavos de dólar, com alta de 0,75 centavo ou 1,89%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,86%, sendo negociado a R$ 6,1845 para venda e a R$ 6,1825 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1091 e a máxima de R$ 6,2011.
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perdas com enchentes e esperanças de recuperação
Published
3 horas ago
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23 de dezembro de 2024
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O ano de 2024 foi desafiador para o cultivo de grãos no Rio Grande do Sul, marcado por perdas decorrentes de eventos climáticos extremos. Depois de três anos de estiagem, produtores enfrentaram as enchentes de maio, que inundaram lavouras e comprometeram colheitas de soja e milho.
Maria das Graças, produtora rural, relatou os prejuízos: “Toda essa água descia com força. A soja em pé, quando apertada, desmanchava. Perdemos 50% da produção, um grande baque para nós”.
“O rio veio e não deu tempo. Perdemos 26 hectares de milho pronto para o corte, com alto investimento e prejuízo enorme”, reforçou o produtor de milho Leonardo Franz.
A Metade Sul foi a região mais impactada, com até 90% das áreas ainda por colher quando as enchentes ocorreram. As perdas impactaram diretamente nesta safra, e muitos produtores não terão condições de plantar.
Movimento SOS Agro RS
A dificuldade em acessar recursos prometidos levou produtores a iniciar o movimento SOS Agro RS, cobrando autoridades e realizando protestos, colocando suas máquinas nas ruas. O governo federal anunciou diversas medidas em auxílio aos produtores, mas nem todos conseguiram acessar o dinheiro prometido.
“Tive que entregar uma máquina por causa de dívidas. Tenho boletos em cartório e processos judicializados. É difícil, mas não vamos nos entregar”, conta o produtor Celso Girotto.
Desafios na safra de inverno
A safra de trigo também enfrentou adversidades, com umidade excessiva que atrasou o plantio e trouxe doenças que prejudicaram a qualidade. “Tivemos muita chuva na semeadura e no ciclo. A chuva ácida causada pelas queimadas no norte prejudicou ainda mais as culturas”, relatou o produtor Diemerson Borghardt, produtor,
No arroz, a semeadura atrasou, e os produtores ainda trabalham para recuperar lavouras afetadas pela força das águas. “A recuperação dos canais de irrigação e drenagem traz impacto nos custos”, disse Alexandre Velho, presidente da Federarroz.
Perspectivas para a próxima safra
Apesar das dificuldades, a Emater-RS projeta uma colheita de 35 milhões de toneladas, com aumento de 20% na produtividade do milho, mesmo com redução na área plantada.
Alencar Rugeri, assistente técnico da entidade, destacou a importância do clima para a recuperação: “Nem tudo está ruim; as condições climáticas estão, de certa forma, favoráveis para esta safra”.
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BNDES e BID oferecem R$5,4bi em crédito para pequenos negócios na Amazônia
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9 horas ago
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23 de dezembro de 2024
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Como forma de impulsionar a sustentabilidade e a inclusão por meio do empreendedorismo na Região Amazônica, o Sebrae por meio do Programa Inova Amazônia vai estimular o fortalecimento do ecossistema de startups que aliam inovação e sustentabilidade.
O programa conta agora com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
As duas instituições anunciaram a disponibilização de R$ 5,4 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas do território. A estimativa é de que cerca de 16 mil pequenos negócios sejam beneficiados.
De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, para colocar o Brasil e os pequenos negócios como protagonistas na agenda de sustentabilidade, com o olhar voltado para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), o Sebrae está implementando um novo modelo de desenvolvimento econômico na Amazônia, ao integrar investimentos com iniciativas sustentáveis da região e potencializar o ambiente de negócios no Baixo Amazonas.
Para a COP 30, em Belém (PA), a instituição deve contar com um espaço exclusivo para divulgar pequenos negócios sustentáveis em áreas como bioeconomia, eficiência energética e economia circular.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias
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