AGRONEGÓCIO

preços em queda e vendedores distantes das negociações no Brasil

Publicado em

precos-em-queda-e-vendedores-distantes-das-negociacoes-no-brasil

. . . . . . . . . . . . . . . 2 de October de 2024

Tech

Published

17 segundos ago

on

O mercado brasileiro da soja registrou apenas transações pontuais nesta quarta-feira, com preços apresentando um viés baixista. De acordo com a consultoria Safras e Mercado, essa tendência foi influenciada pela movimentação na Bolsa de Chicago e pela desvalorização do dólar, levando muitos vendedores a se afastarem das negociações.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Missões (RS): a cotação passou de R$ 134,00 para R$ 132,00 a saca
  • Porto de Rio Grande (RS): o preço recuou de R$ 142,00 para R$ 140,00.
  • Cascavel (PR): o preço da saca desvalorizou de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): o valor caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): o preço se manteve em R$ 133,00.
  • Dourados (MS): a saca passou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rio Verde (GO): o preço estabilizou em R$ 133,00

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa, pressionados por previsões de aumento de chuvas no Brasil na próxima semana. A decisão da União Europeia de adiar a implementação da nova regulamentação sobre desmatamento também contribuiu para essa queda.

Recentemente, os preços do farelo subiram acentuadamente, indicando uma possível alta na demanda pelo produto americano. Entretanto, com a possibilidade de extensão do prazo de regulamentação, os contratos do subproduto voltaram a perder valor.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam em baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 10,56 por bushel. Já a posição de janeiro teve uma cotação de US$ 10,74 1/4 por bushel, também com perda de 1,25 centavo ou 0,11%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com uma baixa de US$ 7,10, ou 2,04%, a US$ 340,40 por tonelada. Em contrapartida, os contratos de óleo para dezembro registraram uma leve alta de 0,73 centavo, ou 1,70%, fechando a 43,64 centavos de dólar.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Câmbio

O dólar comercial terminou a sessão com uma queda de 0,31%, negociado a R$ 5,4455 para venda e a R$ 5,4435 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre uma mínima de R$ 5,4049 e uma máxima de R$ 5,4514.

Com esse cenário, o mercado de soja no Brasil continua a enfrentar desafios, refletindo as condições globais e locais que impactam tanto a oferta quanto a demanda.

Tech

Em Goiás, cautela e paciência definem o início do plantio da soja

Published

1 hora ago

on

2 de outubro de 2024

Prudência é a palavra-chave para o início do plantio da soja em Goiás. Desde 25 de setembro, os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura no estado, mas, segundo Clodoaldo Calegari, produtor e presidente da Aprosoja Goiás, essa decisão deve ser tomada com cautela. “Embora chuvas pontuais tenham trazido alívio em algumas áreas, a maioria dos municípios ainda enfrenta volumes insuficientes para um plantio seguro”, afirma.

Leia Também:  Especialistas vão discutir como melhorar a imagem do agronegócio

Calegari ressalta que a decisão de semear é particular para cada produtor, baseada no conhecimento da propriedade e na disposição para assumir riscos. “Com margens de lucro apertadas, um replantio pode impactar negativamente tanto a produção quanto o sucesso da safra”, acrescenta.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Quando as chuvas volumosas devem aparecer?

Foto: Imagem Freepik

Alguns produtores que registraram chuvas mais volumosas já começaram a semear, confiantes nas previsões de novas precipitações a partir do próximo final de semana. ”Essa decisão ainda envolve riscos consideráveis. As áreas irrigadas estão com a semeadura em andamento, mas muitos produtores permanecem apreensivos com as previsões climáticas e as altas temperaturas, optando por aguardar um pouco mais”, explica o presidente.

As expectativas são otimistas: entre 11 e 15 de outubro, espera-se que as chuvas se tornem mais volumosas e regulares, incentivando um aumento na semeadura em Goiás, especialmente nas regiões mais afetadas pela seca. O longo período de estiagem, com algumas áreas sem chuvas desde o início de abril, também representa uma preocupação.

Os solos, extremamente secos e aquecidos, demandam cuidados especiais para garantir uma boa emergência das lavouras. Portanto, é essencial que a capacidade de campo dos solos se restabeleça, assegurando uma plantação saudável e produtiva.

Tech

Soja: é cedo para falar em problemas de produtividade no Brasil

Published

4 horas ago

on

2 de outubro de 2024

O plantio da soja no Brasil está atrasado e a Bolsa de Mercadorias de Chicago observa essa situação. O consultor Luiz Fernando Gutierrez Roque, da Safras & Mercado, comentou durante o 8º Safras Agri Week que “o atraso é maior em Mato Grosso”, mas também ocorre em Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Apesar disso, ele acredita que ainda é cedo para falar em problemas de produtividade.

Quanto ao mercado interno, a expectativa é de preços firmes até o final do ano. “Os prêmios mais altos sustentam as cotações”, comenta o analista, acrescentando que tanto o dólar quanto os preços em Chicago têm contribuído. “As demandas de exportação e de esmagamento devem resultar em estoques limitados no país”, antecipa.

A longo prazo, tudo dependerá do tamanho da safra brasileira. “Hoje, o cenário é desfavorável para o início de 2025”, pondera Gutierrez Roque. Se a safra brasileira for robusta, há risco de uma queda acentuada nos preços internos.

Bolsa de Chicago

Para a Bolsa de Mercadorias de Chicago, há espaço para uma correção para baixo. “Nos últimos 15 ou 16 dias, a alta acumulada é de 10%”, informa o analista e consultor Rafael Silveira. “Isto pode levar a um movimento corretivo”, justifica. Se confirmado, o grão pode voltar a US$ 10,00 por bushel para o contrato de novembro de 2024. “Após atingir este patamar, a bolsa deve trabalhar mais lateralizada”, aposta.

Leia Também:  Paraná alcança maior produção semestral de frangos e suínos da história em 2023

Para os subprodutos, o outro analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana, prevê um final de ano complexo para o farelo e o óleo. “Não se deve deixar para adquirir na última hora, pois a oferta será apertada”, conclui.

Tech

Replantio pode elevar em mais de 10% os custos na lavoura de soja 

Published

5 horas ago

on

2 de outubro de 2024

O plantio da soja 2024/25 ainda caminha de forma mais lenta. A combinação de clima seco e altas temperaturas, especialmente no Brasil Central, retardam os trabalhos.

Esse cenário adverso exige estratégias agronômicas bem planejadas para minimizar riscos e evitar perdas expressivas de produtividade.

“Uma safra rentável começa com a escolha de sementes de qualidade e um ambiente manejado por decisões estratégicas, como a adaptação das práticas de semeadura e plantabilidade em condições de clima seco”, diz o pesquisador e engenheiro agrônomo Leonardo Furlani, da DigiFarmz.

A ameaça do replantio da soja

O replantio da soja pode acarretar um impacto financeiro superior a 10% nos custos da lavoura, reduzindo, ainda, a eficiência da operação, de acordo com o especialista.

Segundo ele, o fracionamento da área de plantio permite que uma parte da lavoura seja semeada mesmo com baixa umidade no solo, enquanto a outra é reservada para quando as chuvas chegarem.

Furlani alerta que adiar o plantio na expectativa de chuvas regulares pode fazer o produtor perder a janela ideal de semeadura e impactar na segunda safra, mas plantar “no pó” também pode comprometer o desenvolvimento das plantas.

“Dividir o plantio é uma estratégia, mas não há uma ‘receita de bolo’ e as decisões devem ser tomadas caso a caso, considerando as particularidades de cada área”, reforça o pesquisador.

Impacto dos incêndios

A falta de palha na superfície do solo, como nos casos das áreas atingidas pelos incêndios registrados, principalmente, em agosto e setembro, agrava o estresse térmico e prejudica a lavoura.

Furlani lembra que a palha contribui para a retenção de umidade e protege o solo da evaporação excessiva, essencial em anos com previsão de seca prolongada. “Para esta safra, já não há tempo de corrigir essa falha, mas é uma lição valiosa para as próximas temporadas”, ressalta.

O pesquisador resume: o fracionamento do plantio; a manutenção de boas práticas, como a cobertura do solo com palha; e, até em alguns casos, o uso de bioestimulantes são algumas das soluções que podem ser adotadas para reduzir os impactos negativos do clima e assegurar uma colheita mais rentável.

Agro MT

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA