AGRONEGÓCIO
Premiada, fazenda em Sapezal aposta na diversificação de culturas na 2ª safra
Premiada em 2023 entre as cinco maiores produtividades médias de milho no Brasil, a Fazenda Stein aposta na diversificação de culturas na segunda safra nos últimos dois anos. Além de estratégia de mercado, diante os preços atuais do cereal, a medida auxilia no manejo do solo. Localizada em Sapezal, região oeste de Mato Grosso, a propriedade aposta ainda em eucalipto e na pecuária de corte. Um sortimento que a torna exemplo em produção.
A família Stein chegou a Sapezal entre o final da década de 1970 e o começo da década de 1980, quando o município ainda nem era município.
Gilmar de Faria Júnior é gerente responsável técnico na propriedade há dois anos. A fazenda, conta ele ao Especial Mais Milho, do Canal Rural Mato Grosso, possui 4,6 mil hectares entre agricultura, pecuária e plantio de eucalipto para fins comerciais e de uso próprio.
De acordo com ele, nos últimos dois anos a propriedade vem diversificando a parte da agricultura. A primeira safra é voltada para a soja, enquanto a segunda safra 3,6 mil hectares recebem milho e milho pipoca e o restante feijão e algodão, que está no primeiro ano.
A realização de uma segunda safra diversificada “é uma estratégia pensando no manejo”, explica o gerente, além do “mercado”.
“Não deixa você ter a receita voltada toda para uma cultura em específico, como em anos anteriores era o milho. Então, hoje temos na safrinha quatro culturas diferentes. Diversifica um pouco, traz segurança e participa do nosso manejo”.
Entre as cinco maiores produtividades do país
Na safrinha 2023 de milho, a Fazenda Stein participou de um concurso nacional de produtividade. A propriedade ficou em quinto lugar ao registrar uma produtividade média de 228 sacas por hectare em uma área específica.
“Tratamos de uma maneira diferente e atingimos esse resultado. A média da fazenda ficou em 157 sacas por hectare no geral”, conta Gilmar.
Pesquisa sempre em busca dos melhores resultados
A pesquisa a cada ano vem trabalhando em busca dos melhores resultados, juntamente com o produtor rural.
“A Bayer é uma empresa que vem desenvolvendo muita pesquisa e inovação. Investindo recursos para que tenhamos o avanço de novos híbridos, que entreguem esse potencial produtivo”, comenta o engenheiro agrônomo e RTV Bayer – Sementes Agroceres, Rodrigo Porfírio Pinheiro.

Quando fala em avanço de novos híbridos, o especialista explica, que se trata alguns fatores que a empresa preza, como é o caso da sanidade de colmo, sanidade foliar e a estabilidade produtiva, além da tolerância ao complexo de enfezamento, que hoje é uma das principais problemáticas da safrinha de milho no Brasil.
“E sem dúvidas, produtos que entreguem de fato essa alta produtividade. E para chegar nestas altas produtividades a gente precisa ter alguns componentes de produção, tais como alto peso de mil grãos e também arquitetura foliar moderna”.
A engenheira agrônoma e RTV Bayer – Dekalb, Bruna Fonseca, completa que “quando falamos em altos tetos produtivos é um padrão indiscutível para a Bayer e hoje nós trabalhamos com ferramentas de novos modelos de negócios, que busca juntar o Climate FieldView com um programa chamado Bayer VALora, onde a gente realiza prescrições baseadas no ambiente de produção de cada agricultor, de cada talhão”.
Regiões distintas e pesquisas para cada uma
O município de Sapezal está localizado na região oeste de Mato Grosso. Assim como outras regiões do estado, bem como do país, possui características particulares. Tais diferenças de características geram, inclusive, desafios para o setor da pesquisa.
Conforme Rodrigo, a Bayer hoje trabalha com “regiões altas e regiões mais baixas”.

“Estamos aqui numa região abaixo de 700 metros de altitude, então a pesquisa é toda direcionada para o avanço de híbridos mais adaptados para essa região com essa altitude”, explica o especialista.
Sobre o futuro, principalmente da região, o RTV Bayer – Sementes Agroceres pontua ao Canal Rural Mato Grosso que “estamos inseridos em um ambiente de altíssima produtividade. Nós estamos falando até que o nível tecnológico de Sapezal, da região de Campos de Júlio, já é um índice tecnológico acima do Brasil e eu acho que esse é o caminho”.
Rodrigo ressalta ainda que “os agricultores estão investindo cada vez mais em equipamentos modernos, híbridos com potencial produtivo mais altos, manejo de fungicidas e doenças. Isso tem evoluído muito e eu acho que esse é o caminho para a gente continuar entregando e continuar alimentando o mundo, que esse é o nosso propósito”.

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