AGRONEGÓCIO
Produtores de amendoim podem perder R$ 300 milhões ao ano, alerta setor
. . . . . . . . . . . . . . . 6 de January de 2025
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12 horas ago
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O estado de São Paulo é responsável por 93% da produção nacional de amendoim. Contudo, esse protagonismo pode estar em jogo, alertam a Associação dos Produtores, Beneficiadores, Exportadores e Industrializadores de Amendoim do Brasil (Abex-BR) e a Câmara Setorial do Amendoim.
Isso porque o governo do estado apresentou o Ofício nº 24/2024 em 17 de dezembro de 2024 que visa a revogação do Artigo 351-A do RICMS e deve ser votado no início de fevereiro de 2025 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com previsão de entrada em vigor imediatamente.
Na prática, o Artigo 351-A, aprovado pelo Decreto nº 45.490/2000, estabeleceu o adiamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas internas de amendoim, prática que, conforme o setor, reduziu custos imediatos e fomentou a competitividade da cadeia produtiva.
Para a Abex-BR e a Câmara Setorial da planta, revogar esse dispositivo comprometerá a competitividade e sustentabilidade do setor, afetando diretamente produtores, beneficiadores e cooperativas.
Impactos econômicos ao setor do amendoim
As entidades do setor afirmam que a aprovação do Ofício nº 24/2024 trará sérias consequências:
- R$ 300 milhões ao ano deixarão de circular no setor produtivo e serão retidos via tributos
- Aumento de 10,8% no ICMS, que afetará diretamente o preço do amendoim e de toda a cadeia produtiva
- Desequilíbrio na concorrência com produtos similares, como castanhas e nozes, no mercado nacional e internacional.
“O setor de amendoim paulista já enfrenta altos custos de produção, como o valor elevado do arrendamento de terras. A revogação do benefício tributário pode acelerar a migração de produtores e indústrias para outros estados, enfraquecendo a hegemonia de São Paulo, responsável por grande parte do mercado nacional e internacional”, diz a nota das entidades.
Tamanho da produção paulista

Desde 2011, quando o Artigo 351-A foi incluído no RICMS, a produção de amendoim no estado cresceu 342,5%, a área plantada aumentou 258,7%, e a produtividade registrou um avanço de 132,38%, advoga a Abex-BR.
Assim, a entidade e a Câmara Setorial do Amendoim “pedem a retirada da proposta de revogação do Artigo 351-A e a abertura de diálogo entre o Governo, representantes do setor e demais partes interessadas”, diz a nota.

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oferta à agricultura familiar por meio do Venda em Balcão cresce 70% em 2024
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9 horas ago
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5 de janeiro de 2025

As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas). Segundo a estatal, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos.
Conforme a Conab, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.
O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando do parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.
Entre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com esse resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.
Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.
Na sexta-feira (3), foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal. O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.
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Cenário global da soja aponta trajetória baixa para 2025
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1 dia ago
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4 de janeiro de 2025

Ao analisar o cenário global da soja para 2025, as tendências de preços, tanto no mercado futuro quanto no físico no Brasil, indicam uma trajetória predominantemente negativa. A projeção é do analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
A safra americana se consolida como a segunda maior da história, com cerca de 121,7 milhões de toneladas de soja, o que resulta em estoques finais 37,4% superiores ao ano anterior, totalizando aproximadamente 12,79 milhões de toneladas. Apesar do aumento nas exportações e no esmagamento, os estoques permanecem em um nível confortável, conforme observa o analista.
Na América do Sul, o panorama também sugere uma produção expressiva, favorecida por condições climáticas neutras até o momento, especialmente no Brasil. Apesar de atrasos iniciais no plantio, o ritmo avançou significativamente, superando não apenas os atrasos em termos percentuais, mas atingindo níveis acima da média das últimas cinco safras”, relata o consultor. As condições atuais das lavouras brasileiras são bastante promissoras, com expectativa de altas produtividades em todo o país. “No entanto, será necessário aguardar o desempenho real durante a colheita, prevista para meados de fevereiro”, adverte.
Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, as expectativas também são otimistas, com projeções de uma safra robusta de cerca de 55 milhões de toneladas, beneficiada por boas condições nas áreas de maior produtividade.
No cenário global, diversos fatores podem impactar o mercado. Apesar da ampla oferta projetada, que tende a pressionar os preços, eventos pontuais podem gerar volatilidade. “Entre eles, destacam-se as eleições americanas e o retorno de Donald Trump à presidência, que pode alterar a dinâmica comercial com a China, especialmente a partir do segundo semestre de 2025”, ressalta Silveira. Os chineses vêm adquirindo volumes significativos de soja dos EUA, antecipando possíveis restrições comerciais que poderiam surgir com a nova administração.
No primeiro semestre, é provável que a China já tenha garantido estoques suficientes para mitigar impactos imediatos de eventuais tensões. No entanto, no segundo semestre, a demanda chinesa deve se intensificar, favorecendo as exportações brasileiras devido à relação bilateral favorável entre os dois países. “Isto pode gerar oportunidades, mas também desafios em termos de preços”, comenta o analista.
Para o consultor, o contexto macroeconômico permanece desafiador, especialmente no primeiro semestre, com pressão logística e a possibilidade de um dólar elevado, o que pode impactar negativamente os prêmios de exportação devido à grande oferta no mercado. “Na CBOT, existe o risco de os produtores americanos reduzirem a área de plantio de soja na safra 2025/26, dado o cenário de queda acentuada nos preços”, acredita. Este fator, combinado com o mercado climático nos EUA, pode oferecer algum suporte aos preços futuros.
Se houver uma demanda forte pelo grão brasileiro por parte da China, os preços podem se tornar mais favoráveis ao produtor brasileiro. “Contudo, é importante ressaltar que o cenário geral é marcado por uma oferta elevada, com exportações possivelmente recordes, maior esmagamento e estoques confortáveis”, enumera Silveira. Assim, ganhos mais significativos de preço podem ocorrer apenas no final do terceiro trimestre ou início do quarto trimestre do ano.
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Medidas de resiliência climática buscam minimizar impactos da seca e do calor recorde em 2024
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1 dia ago
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4 de janeiro de 2025

O ano de 2024 foi marcado por temperaturas recordes no Brasil, tornando-se o mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em São Paulo, o governo estadual investiu mais de R$ 1,6 bilhão em iniciativas para combater a seca e seus efeitos no campo, com medidas que incluem perfuração de poços, despoluição de rios e fortalecimento dos sistemas de irrigação.
Entre as ações, destaca-se o lançamento do Plano Estadual de Irrigação pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O objetivo é ampliar a área irrigada para 15% da área produtiva total do estado, que atualmente representa cerca de 6%. Foram liberados R$ 200 milhões em linhas de crédito para infraestrutura de irrigação, promovendo maior resiliência agrícola.
Perfuração de poços e reforço hídrico
A SP Águas, antiga DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), realizou a perfuração de 127 poços profundos em 116 municípios desde o final de 2023. Com investimento de R$ 134 milhões, os poços aumentaram a vazão em 5,8 milhões de litros de água por hora, ajudando a mitigar o racionamento em áreas críticas.
Adicionalmente, foram iniciadas as obras de 13 novos poços em 11 municípios, além da construção de três piscinões em Franco da Rocha e a retomada de duas barragens na região de Campinas. Estas últimas beneficiarão cerca de 7 milhões de pessoas, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão.
Despoluição de rios
O programa Rios Vivos foi responsável por retirar 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos de 163 cursos d’água em mais de 100 cidades. Com investimentos de R$ 95,5 milhões, a iniciativa melhora a captação de água e reduz riscos de enchentes.
Em Bauru, cerca de 12 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos do Rio Batalha em 60 dias, permitindo maior vazão para abastecimento público. Desde 2023, o governo estadual já destinou R$ 740 milhões para ações de desassoreamento, com projeção de superar R$ 1 bilhão até o final das obras.
Defesa Civil e combate a incêndios
A Defesa Civil de São Paulo distribuiu recursos para municípios afetados pela seca, como Barretos e Bauru, que receberam R$ 1 milhão cada para melhorias na gestão hídrica e ações de conscientização. A Operação São Paulo Sem Fogo investiu R$ 169,9 milhões no combate a incêndios em áreas rurais, incluindo equipamentos, monitoramento por satélite e ações preventivas.
Com investimentos robustos e iniciativas diversificadas, São Paulo busca enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, promovendo segurança hídrica e sustentabilidade agrícola.
Agro MT
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