AGRONEGÓCIO
Safra de soja 24/25 acima de 170 milhões de toneladas é estimada por consultoria
. . . . . . . . . . . . . . . 14 de July de 2024
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2 horas ago
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A soja deverá ter incremento de área na temporada 2024/25 no Brasil, mesmo com margens menores de lucratividade. É o que indica o relatório da consultoria Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (12).
Segundo o documento, os produtores brasileiros deverão cultivar 47,331 milhões de hectares em 2024/25, crescendo 1,9% sobre o total semeado no ano passado, de 46,447 milhões.
Sem problemas climáticos, a aposta inicial é de uma produção recorde, de 171,542 milhões de toneladas, 13,2% maior que as 151,548 milhões de toneladas colhidas este ano.
Isso porque espera-se elevação de produtividade, partindo de 3.279 quilos (54,6 sacas) para 3.643 quilos por hectare (60,7 sacas).
Crescimento em menor ritmo
A área de soja deverá crescer em praticamente todos os estados produtores no país, mas em um menor ritmo em relação às safras anteriores.
“Tal fato deve ocorrer devido à queda da margem dos produtores nos últimos meses, que é derivada, principalmente, do recuo nos preços praticados nos mercados brasileiro e internacional”, afirma o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.
Segundo ele, como a oleaginosa ainda é uma opção mais rentável que outras culturas em boa parte dos estados, novamente os produtores optarão pelo avanço da área.
Após uma temporada de perdas no Rio Grande do Sul e no Paraná, os produtores têm o desafio de semear uma nova safra diante da possibilidade crescente de um novo La Niña.
“Esperamos um crescimento pequeno nas áreas a serem semeadas nestes dois estados, visto também que no Rio Grande do Sul muito produtores continuam com dificuldades financeiras pelas perdas produtivas registradas nos últimos anos. Algumas áreas de milho podem migrar para a soja nos dois estados, assim como algumas áreas de pastagem”, avalia Roque.
Segundo o analista, no Centro-Oeste e no Sudeste, novamente deve ser visto um crescimento da área semeada com o grão, com os produtores voltando a centralizar a produção de verão na soja e a produção da segunda safra no milho. Novas áreas devem ser abertas, principalmente sobre pastagens.
Soja na nova fronteira agrícola

“Nas regiões Nordeste e Norte, mais uma vez deveremos ter os maiores percentuais de crescimento, dando continuidade ao avanço da soja na ‘nova fronteira agrícola’. O aumento das exportações pelos portos do Arco Norte é um fator positivo para a expansão da área, assim como as boas produtividades registradas nas últimas safras em alguns estados. Apesar disso, o ritmo de crescimento também deve ser menor que nas safras anteriores, devido às margens mais ‘apertadas’”, acrescenta o analista.
De acorodo com Roque, se o clima permitir, a produção brasileira de soja poderá superar a marca de 170 milhões de toneladas pela primeira vez na história, sendo estimada inicialmente em 171,542 milhões de toneladas, um novo recorde.

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Você viu? Fruta exótica atrai produtores rurais em Minas Gerais
Published
3 horas ago
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13 de julho de 2024

Uma fruta ainda pouco conhecida no Brasil, mas que tem despertado interesse por suas características nutricionais e versatilidade culinária. Essa foi uma das notícias mais lidas do Canal Rural nos últimos sete dias.
Trata-se da fisális, que despertou interesse da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). A entidade está conduzindo estudos no sul do estado para avaliar o potencial de cultivo da espécie.
Conhecida por seu fruto pequeno envolto em um cálice de folhas finas (capulho), a fisális pode ser consumidada tanto in natura quanto em preparações culinárias, como sucos, molhos e geleias.
A fisális, pertencente ao grupo de Plantas Alimentícias não Convencionais (Panc), demonstra adaptabilidade a diferentes climas, podendo ser cultivada em regiões temperadas, quentes e subtropicais.
Fruta tolera geadas
O pesquisador da Epamig, Emerson Gonçalves, afirma que as plantas se adaptam a temperaturas entre 15º e 25ºC e toleram geadas leves, mas temperaturas noturnas abaixo de 10ºC são problemáticas. “O calor entre 27º e 30ºC não afeta a produção”.
O estudo visa determinar as melhores práticas para o cultivo da fruta, incluindo a época ideal de plantio, que pode variar dependendo das condições climáticas da região. “Para regiões onde ocorrem períodos de inverno rigoroso com risco de geadas, recomenda-se o plantio em outubro ou novembro”, orientou Gonçalves.
Além disso, a pesquisa alerta para a importância de evitar o plantio em áreas anteriormente ocupadas por outras solanáceas, como batata, tomate e berinjela.
Outro cuidado importante é com a sustentação da planta, que pode atingir até 2 metros de altura e necessita de tutoramento para não tombar.
Produção agrícola
Rica em vitaminas A e C, fósforo, ferro e fibras, a fisális apresenta-se como uma alternativa promissora para pequenos e médios produtores, devido ao rápido retorno econômico e crescente demanda do mercado.
O rápido desenvolvimento da planta atraiu a atenção de Anie Gomez Nagamine, produtora do Abraço da Floresta, em Dom Viçoso, no Sul de Minas.
“Iniciei a produção de pequenos frutos em outubro de 2021, motivada pelo rápido retorno econômico. Em apenas quatro meses após o estabelecimento do pomar, já comecei a colher. A área onde cultivo é pequena, muito fria e está a uma altitude elevada, começando a 1650 metros, o que não é ideal para muitas culturas”, relata.
A produção, que inclui amora e mirtilo, é vendida tanto in natura quanto congelada. “Forneço para quitandas, redes de mercados, restaurantes e, principalmente, confeitarias. Trabalho em parceria com uma associação (venda solidária) e outro agricultor. Sozinha, seria muito mais desafiador”, comenta.
Anie já nota uma mudança no interesse pela fisális. “O mercado para fisális é desafiador. No entanto, há uma crescente demanda por parte de consumidores que buscam alimentos saudáveis. A fruta é muito valorizada na alta culinária para geleias, molhos como chutney, adorno de pratos e saladas especiais, e como confeito para doces e bolos. O suco de fisális é incrivelmente saboroso e saudável”, conclui.
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Agricultura orgânica no norte do Paraná cresce 63% em certificações
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4 horas ago
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13 de julho de 2024

O número de produtores de orgânicos certificados no norte do Paraná aumentou 63% em dois anos, como resultado dos esforços de instituições, governo estadual e municípios. Em 2022, havia 218 certificações em 19 municípios; em junho de 2024, esse número chegou a 355. Este avanço vem de iniciativas do Sebrae/PR, IDR-PR e prefeituras locais, que incentivam a produção de alimentos diferenciados.
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O Sebrae/PR, através do Sebraetec, oferece capacitações para produtores interessados na certificação orgânica. Desde 2020, mais de 200 produtores obtiveram o selo com esse apoio, que cobre parte dos custos de adequação. Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR, destaca que a região tem grande potencial de expansão, com cerca de 20 mil pequenas propriedades.
Angélica da Silva Passos, produtora de Siqueira Campos, celebra a certificação recente e relata que a demanda por seus produtos orgânicos aumentou significativamente. Ela planeja expandir sua produção com a construção de mais estufas.
O IDR-PR fornece assistência técnica contínua aos produtores. Maurício Castro Alves, gerente regional do IDR-PR, menciona que o custo de produção em sistemas orgânicos é menor que o convencional e que a produtividade pode ser igual ou maior.
Em Cambará, um município tradicionalmente voltado para commodities, cinco produtores devem ser certificados até o final de 2024. Angélica Cristina Cordeiro Moreira, secretária municipal, destaca que a transição para o cultivo orgânico traz benefícios à saúde dos consumidores e agricultores, além de melhorar a produtividade do solo.
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descobertas sobre hormônio presente na planta podem elevar produtividade
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9 horas ago
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13 de julho de 2024

Em artigo publicado na revista acadêmica americana PNAS, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) descreveram pela primeira vez como a estrigolactona, um hormônio vegetal (fitormônio) descoberto recentemente, controla o florescimento e a produção de frutos do tomateiro (Solanum lycopersicum). A descoberta pode gerenciar o tempo de frutificação da planta e aumentar a produtividade da cultura.
Derivadas dos carotenoides, as estrigolactonas foram identificadas a partir de 2008. Sua importância no desenvolvimento do tomateiro, nas respostas ao estresse e na interação com microrganismos na rizosfera já é conhecida, mas seu papel na fase reprodutiva ainda era desconhecido.
No novo estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), os cientistas da Esalq-USP constataram e explicaram essa função usando técnicas como sequenciamento e processamento de dados de mRNA, quantificação de transcritos genéticos por qRT-PCR, espectrometria de massa e análises estatísticas e funcionais.
Foram analisados dois grupos distintos de plantas: um com espécies geneticamente modificadas para apresentar comprometimento na produção de estrigolactona; e outro com vegetais contendo uma versão sintética do fitormônio. Os resultados mostraram, respectivamente, maior tempo de florescimento no primeiro grupo e florescimento facilitado com maior número de frutos no segundo grupo.
Os pesquisadores também identificaram detalhes do mecanismo. “Demonstramos que as estrigolactonas controlam o florescimento de tomateiro, regulando a via do microRNA319 e os níveis de giberelinas”, explicou Fábio Tebaldi Silveira Nogueira, pesquisador da Esalq-USP e coordenador do estudo.
“Quando a quantidade de estrigolactona é aumentada, a planta tende a reduzir os níveis de giberelina e aumentar a quantidade desse microRNA.”
Os resultados poderão ter impacto direto no manejo e na produtividade do tomateiro: “Mostramos que, na presença da estrigolactona, a planta floresce com mais facilidade e o número de flores e frutos aumentam consideravelmente”, afirmou Nogueira. “Agora, podemos usar um novo fitormônio para controlar o tempo de florescimento.”
Os próximos passos incluem investigar se outras vias de microRNAs e diferentes hormônios também influenciam no desenvolvimento e no aumento da quantidade e do tamanho de frutos. Além disso, serão testados os efeitos da estrigolactona em outras plantas de importância agronômica, como soja e milho.
O estudo foi conduzido em parceria com a Universidade de Turim (Itália), sob a coordenação da pesquisadora Francesca Cardinale, e contou com a colaboração de pesquisadores do StrigoLab (Itália), do Laboratório de Reguladores de Crescimento da Universidade Palacký e do Instituto de Botânica Experimental da Academia de Ciências Tcheca (República Tcheca). O grupo recebeu financiamento de programas de pesquisa e inovação da União Europeia.
Agro MT
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