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‘Só olhou para ele e medicou’: mãe de menino morto após passar por UPA questiona atendimento

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Família afirma que menino de 15 anos foi medicado e liberado sem exames; prefeitura diz que ele não apresentava sinais graves.

A mãe de um adolescente de 15 anos que morreu um dia após ser atendido e liberado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado, em São Carlos (SP), questiona a conduta médica adotada durante o atendimento.

Segundo a família, o menino foi levado à unidade na madrugada de quarta-feira (24), após apresentar vômitos e fortes dores abdominais. A mãe afirma que ele foi medicado e liberado sem a realização de exames.

“A médica não fez nada, nem relou nele. Só olhou para ele e medicou”, disse a mãe do adolescente ao g1.

De acordo com ela, o filho continuava com dores e chegou a se contorcer durante o atendimento. A família afirma que, mesmo após relatar a persistência dos sintomas, o adolescente recebeu nova medicação e foi liberado.

No dia seguinte, na madrugada de quinta-feira (25), o menino passou mal e desmaiou em casa. Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e por uma Unidade de Suporte Avançado, mas não resistiu.

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O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte natural. A família, no entanto, questiona o atendimento prestado na UPA e também o socorro realizado pelo Samu.

Laudo do Serviço de Verificação de Óbitos apontou “choque circulatório” e “torção da alça intestinal” como causas da morte.

A Prefeitura de São Carlos informou que o adolescente deu entrada na UPA às 5h17 de quarta-feira e foi liberado cerca de duas horas depois porque, segundo a equipe médica, não apresentava sinais graves.

A gestão municipal informou ainda que vai abrir uma sindicância para apurar as responsabilidades.

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