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UE defende aliança com Lula para interromper desmatamento na Amazônia

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Áreas de desmatamento no município de Careiro da Várzea, no Amazonas próximo às Terras Indígenas do povo Mura
Alberto César Araújo/Amazônia Real – 18.07.2022

Áreas de desmatamento no município de Careiro da Várzea, no Amazonas próximo às Terras Indígenas do povo Mura


O vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, afirmou nesta terça-feira (31) que o bloco precisa construir uma aliança com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva para “salvar a Amazônia”.

A declaração foi dada em entrevista à ANSA na Cidade do México, última etapa de uma viagem de 10 dias pela América Latina que também incluiu Colômbia e Brasil.

“Acredito que a União Europeia deva construir uma aliança com o presidente Lula para salvar a Amazônia e interromper o desmatamento. Farei o meu melhor para que a UE contribua e se empenhe”, declarou Timmermans, que também é comissário de Ação Climática do bloco.


“Se continuarmos nesse ritmo, chegará o momento – não muito distante – em que a Amazônia começará a se transformar em uma savana. Precisamos fazer de tudo para evitá-lo e colaborar com os países interessados, criando oportunidades de desenvolvimento”, disse.

Timmermans esteve no Brasil no início da semana passada e se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin e uma série de ministros do governo Lula, incluindo Marina Silva (Meio Ambiente). Durante a visita, acenou com uma possível doação da UE ao Fundo Amazônia, iniciativa voltada à proteção do bioma.

Em sua entrevista à ANSA, o vice da Comissão Europeia também defendeu a ratificação do acordo comercial com o Mercosul “o quanto antes”, tendo como base compromissos “justos e sustentáveis”.

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“Precisamos de uma colaboração mais próxima com um de nossos parceiros comerciais mais importantes e necessitamos que duas sociedades similares em termos de valores se aproximem. Chegou a hora”, declarou.

A ratificação do acordo também foi tema da reunião da última segunda-feira (30) entre Lula e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. Na ocasião, o petista pediu mudanças no texto, mas disse que espera concluir novas negociações ainda no primeiro semestre deste ano.

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Fonte: IG Nacional

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