TEMPORAL EM MT

Tempestade destelha casas, destrói estruturas públicas e leva Rosário Oeste a decretar emergência por 180 dias

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Temporal com vendaval atingiu Rosário Oeste por mais de 40 minutos; moradores tiveram casas danificadas e famílias podem ter perdido móveis, alimentos e outros bens

A força de uma tempestade que atingiu Rosário Oeste, em Mato Grosso, deixou um rastro de prejuízos e levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O temporal, acompanhado de fortes rajadas de vento, ocorreu no dia 9 de outubro e provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais, estruturas públicas e na rede elétrica.

A medida foi oficializada pelo Decreto nº 98/2026, publicado no Jornal Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (15). Segundo o documento, a tempestade durou mais de 40 minutos e causou destelhamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia em diferentes bairros.

Estruturas públicas também foram atingidas

Entre os locais afetados estão parte da cobertura do Estádio Municipal, o Posto de Saúde da Família 2, a cobertura da sala de fisioterapia e a sala de lazer do Parque Zezé Balduíno.

No espaço destinado à fisioterapia, os estragos comprometeram as condições de segurança e o funcionamento regular do ambiente, conforme descrito no decreto.

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As equipes municipais seguem realizando vistorias para identificar a extensão dos danos e avaliar as condições das áreas atingidas.

Famílias podem ter perdido móveis e alimentos

Informações preliminares recebidas pela Prefeitura apontam que moradores ficaram desalojados ou desabrigados em razão dos danos parciais ou totais em suas residências.

Além dos prejuízos estruturais, famílias teriam perdido roupas, colchões, móveis, eletrodomésticos, alimentos e até meios de subsistência.

Até o momento, o número total de pessoas atingidas e o valor dos prejuízos ainda não foram divulgados. O levantamento continua em andamento para dimensionar os danos humanos, materiais, ambientais e econômicos provocados pelo temporal.

Prefeitura mobiliza equipes para atender moradores

Com a declaração de emergência, as secretarias municipais e a Defesa Civil foram mobilizadas para prestar assistência à população, restabelecer serviços essenciais e trabalhar na recuperação das estruturas danificadas.

A Assistência Social deverá cadastrar as famílias afetadas e avaliar a necessidade de acolhimento temporário e distribuição de itens essenciais.

O município também deverá registrar a ocorrência no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres e poderá solicitar apoio financeiro, material e operacional aos governos estadual e federal. Até a publicação do decreto, não havia informação sobre eventual reconhecimento da situação de emergência pelas esferas estadual ou federal.

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Decreto permite contratações emergenciais

Durante os 180 dias de vigência da medida, a Prefeitura poderá realizar contratações emergenciais diretamente relacionadas às ações de resposta ao desastre e à recuperação das áreas atingidas.

Cada contratação, no entanto, deverá contar com processo administrativo próprio e cumprir os requisitos previstos na legislação.

O decreto também esclarece que a declaração de emergência não garante indenização automática aos proprietários de imóveis particulares. Eventuais intervenções dependerão de avaliação técnica e social, disponibilidade orçamentária e critérios objetivos, com prioridade para situações que ofereçam risco à vida ou envolvam imóveis sem condições mínimas de habitação.

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