Femenicidio

Acusado teria assassinado empresária de 64 anos por interesse financeiro, transferido R$ 18 mil para a própria conta e simulado o desaparecimento da vítima.

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Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, acusado de assassinar a própria esposa, a empresária Nilza Moura Sousa da Silva, de 64 anos, enfrentará o Tribunal do Júri nesta terça-feira (20), a partir das 13h30, em Cuiabá. O crime, ocorrido em 4 de maio deste ano, chocou pela violência e pelas circunstâncias em que o corpo da vítima foi encontrado.

De acordo com as investigações, a empresária foi morta enquanto dormia na residência do casal. O acusado teria utilizado uma abraçadeira plástica, popularmente conhecida como “enforca-gato”, para estrangular a esposa. Após o assassinato, o corpo foi enterrado no quintal de um imóvel pertencente à própria vítima, localizado no bairro Parque Cuiabá.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio teria sido cometido por motivação financeira. A acusação sustenta que Jackson pretendia se beneficiar do patrimônio da esposa.

Logo após a morte da empresária, o investigado teria realizado uma transferência de R$ 18 mil utilizando o cartão de crédito da vítima, direcionando o dinheiro para sua própria conta bancária.

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As investigações também apontaram que o acusado contratou um serviço de escavação no imóvel da esposa, alegando que pretendia construir uma fossa. Entretanto, segundo o Ministério Público, o verdadeiro objetivo seria preparar o local onde o corpo seria escondid

Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do suspeito após o crime. Jackson chegou a publicar nas redes sociais uma fotografia ao lado da esposa, em um momento em que os dois apareciam tomando açaí.

Posteriormente, procurou uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência comunicando o suposto desaparecimento da empresária. Na ocasião, alegou que estaria recebendo ligações de pessoas exigindo dinheiro pelo resgate da mulher.

Entretanto, durante as diligências, os policiais identificaram contradições nas declarações apresentadas pelo marido. Com o avanço das investigações, ele acabou confessando o assassinato e foi preso.

Jackson está preso desde o dia 6 de maio na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

Ele responde pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Caso seja condenado, a soma das penas pode ultrapassar 60 anos de reclusão.

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O julgamento será realizado no âmbito da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. O processo, que anteriormente tramitava sob sigilo, teve a restrição de acesso retirada por determinação da juíza Monica Catarina Perri Siqueira, em decisão proferida no dia 14 de outubro

Casos de violência doméstica e ameaças contra mulheres podem ser denunciados pelos telefones 180, da Central de Atendimento à Mulher, 190, da Polícia Militar, 197, da Polícia Civil, ou 181, do Disque Denúncia.

Em Mato Grosso, também é possível registrar ocorrências pela Delegacia Digital, disponível em https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

As autoridades reforçam a importância de denunciar situações de violência para evitar que agressões evoluam para crimes ainda mais graves.

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