CUIABÁ

Atirador diz que recebeu R$ 100 mil para matar advogado e alugou arma de faccionado

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Alex Roberto afirmou que ouviu sobre uma recompensa de R$ 200 mil, agiu por conta própria e só procurou o policial militar após cometer o crime.

O montador de móveis planejados Alex Roberto de Queiroz Silva confessou, durante interrogatório no Tribunal do Júri de Cuiabá, ter executado o advogado Renato Gomes Nery. Apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso como autor dos disparos, o réu declarou que decidiu cometer o assassinato após descobrir que havia pessoas interessadas em pagar R$ 200 mil pela morte da vítima.

Segundo Alex, a informação teria sido repassada pelo policial militar Heron Teixeira Pena Vieira durante um churrasco. O acusado alegou que não recebeu uma contratação direta, mas enfrentava sérias dificuldades financeiras, devia dinheiro a agiotas e sofria ameaças.

“Eu fui ao escritório dele. Quando ele desceu do carro, eu efetuei o disparo. Eu disparei contra a vítima”, confessou diante dos jurados.

Alex contou que pesquisou o nome de Renato Nery após a conversa com o policial e, dois dias depois, foi até o escritório do advogado para matá-lo. Somente após o crime ele teria procurado Heron e informado que havia feito a execução.

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“Eu fui lá e matei o advogado. Depois falei para ele que tinha matado. Aí ele falou que ia cobrar o pessoal. Eu não sabia quem era”, declarou.

Questionado sobre o dinheiro, Alex afirmou que recebeu quase R$ 100 mil. A versão apresentada em plenário é de que ele agiu sem conhecer os supostos mandantes e esperava receber parte da recompensa após o assassinato.

Sobre o revólver utilizado, o réu negou ter comprado a arma, contrariando informações reunidas durante a investigação da Polícia Civil. Ele afirmou que alugou o armamento por R$ 1,5 mil de um homem conhecido pelo apelido de “Rampa”.

Alex disse não saber o nome verdadeiro do dono da arma e alegou que o revólver já estava carregado quando foi entregue. O julgamento continua no Tribunal do Júri, que decidirá se o réu será condenado pela execução do advogado.

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