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Enteada relata que servidor foi morto ao abrir porta para PMs em Cuiabá

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O delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Bruno Abreu, revelou que a enteada do servidor do Liceu Cuiabano, Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, afirmou em depoimento que ele foi baleado pela Polícia Militar no momento em que abria a porta da residência para libertá-la, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.

Segundo as informações divulgadas nesta sexta-feira (15), a jovem contou que Valdivino estava separado da mãe dela há cerca de três meses e a chamou até a casa para entregar um bolo. Ao chegar ao imóvel, ela percebeu o homem emocionalmente abalado, armado e ameaçando tirar a própria vida.

De acordo com o delegado, Valdivino teria pedido para que a enteada filmasse toda a situação para que a mãe dela acompanhasse o que estava acontecendo. A jovem relatou ainda que ficou cerca de duas horas conversando com ele dentro da residência e conseguiu convencê-lo a liberá-la.

Ainda conforme o depoimento, no momento em que Valdivino abriu a porta para deixar a enteada sair, ele se deparou com os policiais já posicionados na entrada da casa. A versão apresentada pela jovem aponta que o servidor tentou fechar a porta ao perceber a presença da PM e, neste instante, os disparos foram efetuados.

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O delegado afirmou que a enteada disse que Valdivino não chegou a apontar arma para os policiais, pois sequer sabia que havia equipes do lado de fora da residência. Ela também contou que ele estava com o celular em uma das mãos, em chamada de vídeo com a mãe dela, e usando a outra mão para abrir a porta.

Segundo Bruno Abreu, a jovem afirmou ainda ter encontrado a cena alterada após os disparos e relatou que os policiais teriam algemado Valdivino já morto.

A Polícia Civil investiga se houve modificação na cena da morte. Conforme a apuração inicial, há indícios de que o corpo tenha sido mudado de posição após os tiros.

O laudo de necropsia apontou que Valdivino foi atingido por seis disparos, sendo três no peito, um na coxa, um nas costas e outro de raspão na parte de trás da cabeça.

O caso segue sob investigação da DHPP.

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