após ação na cnj

Juíza se declara suspeita e deixa caso de policial acusado de homicídio em Cuiabá

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A juíza Monica Catarina Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, declarou suspeição e deixou de atuar em um processo de homicídio qualificado que seria julgado pelo Tribunal do Júri em maio de 2026.

A decisão ocorreu após a abertura de um procedimento disciplinar no Conselho Nacional de Justiça envolvendo a magistrada.

O réu é o policial civil Mário Wilson Vieira Gonçalves, acusado de matar um policial militar durante uma discussão em uma loja de conveniência.

O julgamento estava inicialmente marcado para dezembro de 2025, mas foi suspenso após um desentendimento em plenário. Na ocasião, durante questionamentos da defesa, a juíza declarou “que se dane a OAB”.

Após o episódio, a magistrada acionou a Polícia Militar e determinou a retirada de advogados ligados à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil do fórum.

Pedido da defesa

Depois do ocorrido, a defesa questionou a imparcialidade da juíza, mas o pedido foi negado por ela mesma.

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Com a abertura de uma reclamação disciplinar no CNJ relacionada aos fatos de dezembro, a situação processual mudou.

Suspeição declarada

Na decisão mais recente, a magistrada entendeu que a existência do procedimento disciplinar pode comprometer a imparcialidade necessária ao julgamento.

Diante disso, declarou-se suspeita para atuar no caso, que deverá ser redistribuído a outro juiz.

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