CUIABÁ

STJ nega liberdade e mantém presa a “Missionária do CV”, suspeita de usar evangelização em presídios para ajudar facção

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Rhavenna Barcelos foi presa na Operação Fariseus; segundo a investigação, ela e a mãe se apresentavam como pastoras para acessar detentos

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido liminar de liberdade da missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, apontada pelas investigações como integrante do Comando Vermelho (CV). A decisão foi assinada na sexta-feira (23) e mantém a prisão preventiva.

Rhavenna é investigada por participação em organização criminosa e em um esquema de lavagem de dinheiro. Ela foi presa durante a Operação Fariseus, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil.

A defesa pediu a revogação da prisão, alegando falta de contemporaneidade, fundamentação insuficiente e ausência de requisitos para a custódia, ou a troca por prisão domiciliar ou medidas cautelares. O ministro entendeu que não havia ilegalidade evidente e que os argumentos exigem análise mais aprofundada. A decisão vale apenas para o pedido liminar; o mérito ainda será julgado, após informações do juízo de origem e parecer do Ministério Público Federal.

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Acesso a presos

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, recebida pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Rhavenna teria usado atividades de evangelização em unidades prisionais para facilitar o contato com detentos e repassar informações a integrantes da facção. Ela e a mãe, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, se apresentavam como pastoras evangélicas e conseguiam acesso a presos de diferentes alas.

A investigação aponta ainda que Rhavenna mantinha relacionamento com Renildo da Silva Rios, descrito como um dos “conselheiros finais” do CV, e menciona vínculo com Jonas Gonçalves, o “Batman”, apontado como liderança da facção e que estaria foragido no Rio de Janeiro. Também foram denunciados Renildo, Orminda, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.

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