TRÁGEDIA NA CASERNA
Documento revela intenção de sargento em “matar colega” de farda em MT
Um documento obtido revelou uma perturbadora revelação sobre a relação entre dois sargentos da Polícia Militar. O 3º sargento Gabriel Castela Cardoso expressou seu desejo de “matar” o 2º sargento Willian Ferreira durante uma discussão anterior entre os dois sobre um fuzil. Essa revelação ocorreu aproximadamente um ano antes de Gabriel tirar a vida de Willian e depois cometer suicídio.
A descoberta foi feita em uma reunião realizada no dia 13 de outubro de 2022, coordenada pelo tenente-coronel Cristyano Cássio Gonçalves de Vasconcelos, então comandante da Companhia Independente da Polícia Militar de São José do Rio Claro. O objetivo da reunião era resolver o conflito entre Gabriel Castela e Willian. O oficial Cristyano organizou o encontro após Willian relatar ao comandante que seu colega havia comentado entre os militares do quartel que ele desejava assumir o comando do quartel. Gabriel negou as acusações e afirmou que não fez comentários ofensivos sobre Willian.
Durante a reunião, Willian explicou que havia tido um desentendimento prévio com Gabriel em relação ao controle e registro de um fuzil. Desde então, ele tinha conhecimento dos comentários feitos por Gabriel sobre a forma como tratava seus subordinados. Willian acrescentou que, no dia do desentendimento, Gabriel teria ameaçado atirar nele caso fosse tratado da mesma maneira novamente. Ele expressou o desejo de resolver suas diferenças com Gabriel, pois a falta de amizade era devido à falta de conhecimento mútuo e que, se Gabriel se comportasse adequadamente de acordo com sua posição hierárquica, não haveria mais motivo para conflitos.
Gabriel admitiu ter se comportado de maneira desrespeitosa em relação a Willian, mas afirmou que seu comportamento foi motivado pelo tratamento descortês que recebeu. Ele confessou ter desenvolvido ressentimento em relação a Willian e que, durante o desentendimento do fuzil, teve vontade de matá-lo e até mesmo de cometer suicídio. Gabriel também relatou ter ficado 50 dias abalado com a situação, necessitando de tratamento psiquiátrico e medicação.
O comandante-geral da Polícia Militar enviou uma nota à imprensa informando que o documento foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Militar para ser investigado e esclarecido. A revelação desse documento lança luz sobre os eventos trágicos que ocorreram posteriormente, levantando questões sobre a segurança e o bem-estar dos membros das forças de segurança. O caso está sendo tratado com seriedade e rigor pelas autoridades competentes.
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